OPERAÇÃO PONTO FINAL

Vereador Neto (PMN) se apresenta no Fórum de Caruaru

Do NE10
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Publicado em 15/01/2014 às 10:19
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O vereador Neto (PMN) se apresentou à Justiça na manhã desta quarta-feira (15), por volta das 10h, no Fórum de Caruaru, no Agreste pernambucano. Ele era considerado foragido da Justiça desde a tarde da última quinta-feira (9), quando um mandado solicitando a sua prisão havia sido expedido pela 4ª Vara Criminal de Caruaru e o parlamentar não tinha sido localizado pela polícia.

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Depois de chegar ao fórum, ele entrou por um acesso na parte de trás do prédio. Após assinar a citação em seu desfavor com a denúncia feita pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Neto saiu pela entrada principal do fórum e evitou falar com jornalistas. Ele tem até 10 dias para apresentar defesa.

A apresentação do membro do legislativo caruaruense ocorreu um dia depois do desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Fausto Campos, ter concedido parecer favorável ao habeas corpus preventivo solicitado pela defesa do vereador. Neto é um dos vereadores investigados na Operação Ponto Final.

O mandado de prisão havia sido emitido em virtude da Justiça ter entendido que o membro do Partido da Mobilização Nacional estaria ameaçando testemunhas envolvidas no processo que investiga os parlamentares alvos da Operação.

Um mandado com a mesma justificativa também foi expedido na semana passada contra o vereador Evandro Silva (PMDB). Ele foi preso pela segunda vez na última quinta-feira (9), e liberado da Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, na noite dessa segunda-feira (13).

A soltura do legislador foi conseguida após o desembargador do TJPE, Fausto Campos, ter concedido, no início da tarde dessa segunda-feira, uma liminar favorável ao pedido de habeas corpus feito pela defesa de Evandro. O peemedebista também é investigado na Operação Ponto Final.

O CASO - A Operação Ponto Final foi deflagrada no início da manhã do dia 18 de dezembro do ano passado. Ao todo, 10 vereadores da Capital do Agreste foram presos e encaminhados à Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, por suspeita de concussão, corrupção passiva e organização criminosa. Os parlamentares estariam exigindo ao prefeito José Queiroz (PDT) o valor de R$ 2 milhões, para aprovação do projeto do BRT (Bus Rapid Transit), orçado em R$ 250 milhões.

Foram presos após seis meses de investigação da Polícia Civil, os vereadores Sivaldo Oliveira (PP), Cecílio Pedro (PTB), Pastor Jadiel e Val das Rendeiras (Pros), todos da base governista, e mais seis da oposição: Val (DEM), Louro do Juá e Eduardo Cantarelli (SDD), Jajá (expulso do PPS), Neto (PMN) e Evandro Silva (PMDB). Todos os suspeitos foram soltos no final de dezembro.

GRAVAÇÕES - O juiz da 4ª Vara, Pierre Souto Maior, determinou o fim do sigilo do processo que investiga os vereadores, ao qual a imprensa teve acesso no final da tarde da última quinta-feira (9). Entre outras coisas, os autos mostram vídeo e gravações dos suspeitos em conversas com interlocutores numa suposta negociação de propina para aprovação de projetos na Câmara do município.

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