OPERAÇÃO PONTO FINAL

MPPE vai ouvir vereadores investigados em Caruaru

Do NE10
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Publicado em 16/01/2014 às 12:15
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O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) começa a ouvir, na tarde desta quinta-feira (16), os vereadores alvos da Operação Ponto Final. A ouvida, segundo a promotora Bianca Stella, é uma das etapas da investigação que pode levar o MP a mover ação de improbidade administrativa contra os 10 parlamentares. Eles são acusados de concussão, corrupção passiva e organização criminosa.

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Na tarde desta quinta-feira, serão interrogados pelo MPPE os vereadores Eduardo Cantarelli e Louro do Juá (SDD), Pastor Jadiel (Pros) e Jajá (expulso do PPS).  Já nesta sexta-feira, devem ser ouvidos Sivaldo Oliveira (PP), Val das Rendeiras (Pros), Cecílio Pedro (PTB) e Val (DEM). A promotoria ainda não informou quando vai ouvir os parlamentares Evandro Silva (PMDB) e Neto (PMN).

O CASO - A Operação Ponto Final foi deflagrada no início da manhã do dia 18 de dezembro do ano passado. Ao todo, 10 vereadores da Capital do Agreste foram presos e encaminhados à Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, por suspeita de concussão, corrupção passiva e organização criminosa. Os parlamentares estariam exigindo ao prefeito José Queiroz (PDT) o valor de R$ 2 milhões, para aprovação do projeto do BRT (Bus Rapid Transit), orçado em R$ 250 milhões.

Foram presos após seis meses de investigação da Polícia Civil, os vereadores Sivaldo Oliveira (PP), Cecílio Pedro (PTB), Pastor Jadiel e Val das Rendeiras (Pros), todos da base governista, e mais seis da oposição: Val (DEM), Louro do Juá e Eduardo Cantarelli (SDD), Jajá (expulso do PPS), Neto (PMN) e Evandro Silva (PMDB). Todos os suspeitos foram soltos no final de dezembro.

GRAVAÇÕES - O juiz da 4ª Vara, Pierre Souto Maior, determinou o fim do sigilo do processo que investiga os vereadores, ao qual a imprensa teve acesso no final da tarde da última quinta-feira (9). Entre outras coisas, os autos mostram vídeo e gravações dos suspeitos em conversas com interlocutores numa suposta negociação de propina para aprovação de projetos na Câmara do município.

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