POSSÍVEL NOMEAÇÃO

Presidente da Câmara de Caruaru faz reunião sobre nova Comissão de Ética

Do NE10
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Publicado em 16/01/2014 às 13:49
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O presidente da Câmara de Caruaru, no Agreste pernambucano, Leonardo Chaves (PSD), se reúne na tarde desta quinta-feira (16) com seis vereadores que devem passar a integrar a Comissão de Ética do legislativo local. Eles devem assumir as cinco vagas de suplentes que eram ocupadas pelos legisladores Eduardo Cantarelli e Louro do Juá (SDD), Pastor Jadiel (Pros), Cecílio Pedro (PTB) e Sivaldo Oliveira (PP). Todos foram afastados por serem investigados na Operação Ponto Final.

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No encontro, previsto para começar às 16h, na Casa Jornalista José Carlos Florêncio, participam os vereadores Heleno do Inocoop (PRTB), Edjailson da Caru Forró (PTdoB), Lula Torres (PR), Edmilson do Salgado (PCdoB), Romildo Oscar (PTN) e Ranilson Santos (PTB).

A reunião poderá definir ou não, já na tarde desta quinta-feira, quais dos seis parlamentares serão nomeados como suplentes para integrar a Comissão de Ética, esta que deve avaliar se vai acatar ou não a recomendação do MPPE para cassar os mandatos dos acusados na Operação Ponto Final.

O CASO - A Operação Ponto Final foi deflagrada no início da manhã do dia 18 de dezembro do ano passado. Ao todo, 10 vereadores da Capital do Agreste foram presos e encaminhados à Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, por suspeita de concussão, corrupção passiva e organização criminosa. Os parlamentares estariam exigindo ao prefeito José Queiroz (PDT) o valor de R$ 2 milhões, para aprovação do projeto do BRT (Bus Rapid Transit), orçado em R$ 250 milhões.

Foram presos após seis meses de investigação da Polícia Civil, os vereadores Sivaldo Oliveira (PP), Cecílio Pedro (PTB), Pastor Jadiel e Val das Rendeiras (Pros), todos da base governista, e mais seis da oposição: Val (DEM), Louro do Juá e Eduardo Cantarelli (SDD), Jajá (expulso do PPS), Neto (PMN) e Evandro Silva (PMDB). Todos os suspeitos foram soltos no final de dezembro.

GRAVAÇÕES - O juiz da 4ª Vara, Pierre Souto Maior, determinou o fim do sigilo do processo que investiga os vereadores, ao qual a imprensa teve acesso no final da tarde da última quinta-feira (9). Entre outras coisas, os autos mostram vídeo e gravações dos suspeitos em conversas com interlocutores numa suposta negociação de propina para aprovação de projetos na Câmara do município.

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