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Jazz sem firulas em Garanhuns, no Agreste pernambucano

Do NE10
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Publicado em 05/03/2014 às 10:25
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Do JC desta quarta-feira (5), por José Teles

GARANHUNS – O terceiro dia do Garanhuns Jazz Festival equilibrou-se entre momentos de puro jazz e blues e outros mais amenos. A amenidade veio com o trio Divas, formado por Nanny Soul, da banda do programa Altas Horas; Dani Montuori, participante do The voice Brasil 2012, e Bia Marquese, a única não global, revelação do blues feminino no Brasil. Teve ainda o reforço de Adriana Nascimento, vocalista da Uptown Band. O repertório, de standards do blues e rock, bem conhecidos da plateia. Como Proud Mary, do Credence Clearwater.

Desde o parque Pau Pombo, onde a Vintage Pepper, com Jefferson Gonçalves fez também show caprichado nos standards, até o palco Ronildo Maia Leite, onde a Contrabanda, teve como convidados o guitarrista mineiro Naná Maram e o histriônico e também muito bom trompetista americano Mark Rapp. Foram de temas autorais (Badoque, de Nando Rangel) e standards, Cantaloupe island. (Herbie Hancock). Jazz puro, sem gelo.

Também puro, sem gelo, foi o fechamento da noite, com a Blues Etílicos. Grupo seminal na sedimentação de um blues nacional, depois de vários anos, voltou a Pernambuco, mostrando que só melhorou com o tempo. Fez apresentação impecável, baseada no disco mais recente, Puro malte.

Outro veterano, Jimmy Burns mostrou uma bem fermentada mistura do blues de Chicago com o do Delta, aproximando-se do rock and roll. Muito bom. No meio da festa, o rap dos Loucos Nordestinos. Aparentemente, soou como um corpo estranho, contrastando com a beleza das meninas do Divas. Mas os “mano” da periferia de Garanhuns cumpriram a função de mostrar ao público que há outras cenas e cenários na Cidade das Flores.

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