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Operação Arm Lock prende 50 pessoas na Zona da Mata

Do NE10
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Publicado em 10/04/2014 às 10:28
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A Polícia Civil apresentou na manhã desta quinta-feira (10) o balanço geral da "Operação Arm Lock", que tinha como objetivo prender pessoas suspeitas de envolvimento com tráfico de drogas, assaltos e homicídios nos municípios de Carpina, Rio Formoso, Itapissuma, Tamandaré e, principalmente, Ribeirão, todos localizados na Zona da Mata pernambucana. A polícia descobriu que dois grandes grupos atuavam nestas localidades, que cometeram pelo menos 20 homicídios.

O primeiro grupo era comandado por José da Silva Monteiro, conhecido por Monteiro. Ele foi preso no decorrer das investigações. O outro grupo era encabeçado por Luciano Antônio da Silva, conhecido como Paulista, e também já estava preso. Em entrevista para a Rádio Jornal, o delegado de Ribeirão, responsável pela operação, Franklin Soriano, disse que os grupos atuavam juntos: "Esses dois grupos interagiam um apoiando ao outro, fornecendo drogas e cometendo homicídos".

A maioria dos criminosos já tinham tido passagem pela polícia por tráfico de drogas. Eles foram autuados por organização criminosa, comércio ilegal de armas de fogo, homicídio, tráfico, associação para o tráfico, entre outros. Ao todo, foram apreendidas 12 armas, sendo quatro espingardas calibre 12, seis revólveres calibre 38, uma garrucha e um rifle, além de 13 kg de maconha prensada, 697 "big bigs" da mesma droga e 161 pedras de crack (aproximadamente 564 gramas).

As investigações vinham sendo realizadas há seis meses. Nesse período, foram presas 30 pessoas, destas, quatro eram menores de idade e duas eram mulheres. Nessa quarta-feira (9), dia em que a operação foi deflagrada, 20 pessoas foram presas, entre elas, 5 mulheres. O conselheiro tutelar de Ribeirão, João Diniz, foi preso nessa operação.

Os homens foram encaminhados para o Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife, e as mulheres, para a Colônia Penal do Recife. A operação contou com a participação de 180 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, e 35 policiais militares.

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