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Municípios são reconhecidos mundialmente por ações realizadas para mulheres

Do NE10 Interior
Do NE10 Interior
Publicado em 23/06/2014 às 16:09
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As ações da Secretaria Especial da Mulher e Direitos Humanos de Caruaru, da Secretaria da Mulher de Toritama e da Coordenadoria da Mulher de Santa Cruz do Capibaribe, todas no Agreste do Estado, voltadas para a proteção social das trabalhadoras do Polo de Confecções do Agreste foram registradas em publicação nacional e internacional do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Um dos focos centrais da participação de Caruaru, no projeto desenvolvido com apoio das duas instituições, é a formalização da atividade das costureiras e faccionistas, muitas vezes submetidas a condições precárias de trabalho. As ações foram desenvolvidas dentro do projeto Diálogo Social Mulheres Costurando Direitos.

A Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos recebeu, há poucos dias, a publicação do BID e o Dieese, em que se registrou o plano de ação Mulheres Costurando Direitos, tendo como público-alvo as trabalhadoras de Caruaru e de outras comunidades. As mulheres que participaram do projeto estão envolvidas na produção de confecções para a atividade genericamente denominada Sulanca, responsável por um faturamento anual de R$ 1,1 bilhão resultante do trabalho de mais de 130 mil pessoas em 18 mil unidades produtivas, as quais fabricam 842 milhões de peças por ano.

A ação da Secretaria da Mulher se deu integrada aos projetos do BID/Dieese de promoção do diálogo social para diminuir a informalidade de mais de 93% dos trabalhadores e trabalhadoras das facções e de 66% dos empregados e empregadas em empresas do setor de confecções. A situação de exclusão do sistema formal se presta a abusos trabalhistas e exclui os trabalhadores e trabalhadoras dos sistemas de proteção social.

De acordo com a secretária especial da Mulher de Caruaru Elba Ravane, “o desafio das secretarias da Mulher foi na região Agreste focar as ações para as mulheres. Foi realizado um diagnóstico, em parceria com as instituições de ensino em Caruaru. Estudantes do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) caíram em campo para mapear a realidade das trabalhadoras das facções", destacou.

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