Homem com febre

Secretaria de Saúde de Caruaru investiga caso suspeito de ebola

Núcleo SJCC/Caruaru
Núcleo SJCC/Caruaru
Publicado em 11/11/2014 às 11:35
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Paciente teria viajado à África e estaria com febre, informa secretaria
Foto: Divulgação/SSE.
A Secretaria de Saúde de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, investiga um caso suspeito de ebola no município, localizado a 134 km do REcife. De acordo com a secretaria, um homem teria dado entrada na manhã desta terça-feira (10) com sintomas da doença na Policlínica do Vassoural, no bairro de mesmo nome. O paciente foi à África e estava com febre. A unidade de saúde foi isolada para realização de procedimentos necessários.

Ainda segundo a secretaria, o paciente permanece isolado e deve receber os cuidados necessários de uma equipe especiliazada. Uma coletiva de imprensa será realizada ainda nesta terça-feira para dar detalhes sobre o caso e explicar as medidas que serão adotadas no tratamento do caso suspeito.

De acordo com a assessoria de imprensa, a secretaria já entrou em contato com o Governo de Pernambuco e está sendo encaminhado um exame do paciente brasileiro, procedente da Guiné Equatorial, que não é considerada área de infestação do vírus ebola.

A hipótese mais provável é de que o paciente está acometido de malária. Será feito um teste para definir o diagnóstico. O procedimento está sendo orientado por infectologista especializado.

PROCEDIMENTOS - De acordo com o protocolo do Ministério da Saúde, quando uma pessoa chega a uma unidade de saúde apresentando suspeita de ebola, é examinada e passa por duas coletas de sangue. Um dos materiais é enviado de avião para o Laboratório do Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA) único credenciado no País para fazer o teste do ebola. O outro material colhido é utilizado e para exames do tipo sanguíneo e de malária (doenças de sintomas parecidos com o ebola).

Caso seja confirmada o ebola, o paciente será transportado em um avião para o Hospital da Friocruz, no Rio de Janeiro, que ficará responsável em tratar todos os pacientes do País. O mesmo procedimento padrão foi realizado no primeiros e último caso suspeito de ebola detectado no Paraná, no início de outubro.

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