Caso Itaíba

Justiça Federal recebe denúncia contra acusados da morte de promotor em Itaíba

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 15/01/2015 às 21:20
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Thiago Faria foi morto em 14 de outubro de 2013 com quatro tiros de espingarda calibre 12
Foto: acervo pessoal

Nesta quinta-feira (15), a Justiça Federal em Pernambuco, através da 36ª Vara, recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) relacionada ao assassinato do promotor de justiça Thiago Faria Soares, morto em Itaíba, no Agreste do Estado, no dia 14 de outubro de 2013.

A ação vai julgar os cinco acusados - José Maria Pedro Rosendo Barbosa, José Maria Domingos Cavalcante, Antonio Cavalcante Filho, Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva - pelo crime de homicídio doloso e pela tentativa de homicídio contra Misheva Freire Ferrão Martins, noiva do promotor, e Adauto Martins, tio dela. Os dois estavam com a vítima, no mesmo carro, no momento do atentado mas não ficaram feridos.

Ainda segundo a Justiça Federal, um sexto envolvido, Genessy Carneiro de Andrade, será julgado pelo crime de favorecimento pessoal. A partir da ação penal, os acusados serão citados e uma audiência de instrução, ainda sem data marcada, que será realizada.

De acordo com o procedimento estabelecido pelo Código de Processo Penal, após a instrução é realizada a fase de pronúncia e, caso os acusados sejam pronunciados, o Tribunal do Júri será estabelecido para decidir pela condenação ou absolvição dos réus.

CRIME - O promotor Thiago Faria foi morto em 14 de outubro de 2013, com quatro tiros de espingarda calibre 12, enquanto seguia de carro para Itaíba, cidade no Agreste de Pernambuco, pela rodovia PE-300. Faria estava acompanhado da noiva, Mysheva Freire Ferrão e de um tio dela, quando outro veículo se aproximou e efetuou os disparos. Os outros passageiros conseguiram escapar.

O fazendeiro José Maria Pedro Rosendo é suspeito de ser mandante do crime, e não estaria no momento da execução. O segundo preso, o "Passarinho", foi detido na cidade de Senhor do Bonfim, na Bahia. Ele era funcionário do fazendeiro e teria participado do crime. Segundo Marcello Diniz Soares, ainda não é possível revelar o papel de cada um no crime, pois as investigações correm em segredo de Justiça.

O Supremo Tribunal Federal (STF) acatou, em agosto, o pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para federalizar a investigação. A hipótese principal da PF é que a motivação do crime foi a disputa por terras, mas não descarta as hipóteses de vingança e ciúmes. A PF acredita que o caso está próximo de ser solucionado, mas ainda deve efetuar mais prisões.

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