Alagoinha

Mais de 200 pássaros apreendidos em condições de maus tratos no Agreste

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 13/02/2015 às 18:29
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Em dois dias de operação, mais de 200 pássaros foram apreendidos pela equipe da CPRH e PM
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Mais de 200 pássaros foram apreendidos pela equipe de de fiscalização florestal da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e pela Polícia Militar de Pernambuco nos últimos dias 5 e 6 de fevereiro. As apreensões foram realizadas no município de Alagoinha, no Agreste do Estado, e, além dos pássaros, foi apreendido um tatu que estava sendo criado para servir de alimento.

No primeiro dia em que as apreensões foram feitas, as equipes seguiam para atender a chamados relativos à denúncias sobre desmatamento na região. Durante o trajeto até o local da denúncia, os agentes desconfiaram da quantidade de gaiolas na frente de uma residência. Ao entrar no local foi constatada a existência de mais dois viveiros que, no total, somavam 12 pássaros presos.

A CPRH encontrou ainda um tatu que estava sendo criado dentro de um tonel e em péssimas condições. O animal seria abatido e usado como alimento posteriormente. O responsável pela residência foi autuado por maus tratos e recebeu uma multa no valor de R$ 17 mil.

Ainda no dia 5 de fevereiro, foram apreendidos 34 pássaros em outra residência da localidade. Existiam animais das espécies juritis, patativa, tizil e cravinas. Também foram encontrados na residência seis alçapões e quatro armadilhas. As autuações somaram uma multa de R$ 5,5 mil.

No dia 6 de fevereiro a CPRH realizou uma nova apreensão de pássaros na área. A equipe encontrou 63 animais silvestres de 23 espécies diferentes; entre eles uma araponga, espécie conhecida popularmente como ferreiro. Esta espécie está ameaçada de extinção. O dono da casa é reincidente e já havia sido autuado pelo Ibama por causa do mesmo crime. Desta vez ele recebeu uma multa no valor de R$ 25,5 mil.

Ainda no local, foram apreendidos outros 51 pássaros silvestres e 21 burgueses - aves exóticas que estavam sendo criadas em condições de maus tratos.

De acordo com o chefe de fiscalização da CPRH, Thiago Costa Lima, as gaiolas e alçapões apreendidos foram quebrados e queimados. Os viveiros também foram inutilizados.

Os pássaros que apresentaram condições de voltar para natureza, foram soltos no local mesmo . Os demais encaminhamos para o setor de fauna da CPRH para passarem pelo processo de cuidados e reabilitação e futuramente serem soltos, declarou Costa Lima.

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