Caruaru

Mulher queria vingar morte de filho matando costureira, diz polícia

Núcleo SJCC/Caruaru
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Publicado em 02/09/2015 às 14:24
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Um crime em família segundo delegado: a mãe Lucineia, a tia Adriana e a irmã Priscila teriam planejado o crime contra ex-esposa de jovem
Foto: Reprodução/TV Jornal.
Um crime executado por três mulheres de uma mesma família. Assim foi o resultado da investigação da Polícia Civil de Pernambuco sobre o assassinato da costureira Ayonne Melo Gonçalves, de 30 anos, ocorrido em julho deste ano em Caruaru, no Agreste do Estado. De acordo com o delegado Márcio Cruz, responsável pela investigação, Lucineia Matias Ferreira, 41 anos, teria planejado a morte da costureira para vingar o assassinato do filho, ocorrido outubro de 2012.

Mulher teve partes genitais mutiladas
Foto: Reprodução/TV Jornal.
A principal suspeita acreditava que Ayonne, ex-mulher do filho dela, teria envolvimento no crime, disse o delegado. Além de Lucineia, mais duas pessoas da família teriam participado do assassinato da costureira: a tia do jovem Adriana Maria Ferreira, 45, e a irmã dele Priscila Santina Maria Ferreira, 22. As suspeitas foram presas nessa segunda-feira (1º) após a expedição de mandado de prisão.

De acordo com o delegado, a vítima desapareceu após ir até a casa das suspeitas. Elas foram intimadas a depor e contaram uma história classificada pelo delegado como "fantasiosa". "A história estava muito bem combinada, mas conseguimos desmoronar o castelo de cartas montado por elas. As três tiveram participação. Lucineia e Priscila executaram a vítima e a outra deu suporte para o crime", explica Márcio Cruz.

A hipótese de vingança surgiu após a correlação entre a morte da costureira e do filho da suspeita, assassinado aos 22 anos. "O corpo dele foi encontrado dentro de saco plástico, igual o de Ayonne, e em um terreno baldio. Ela recriou a cena da morte do filho."

O corpo de Ayonne foi encontrado em um terreno baldio no bairro Luiz Gonzaga e estava dentro de um saco, com os pés amarrados, além apresentar vários ferimentos nas partes íntimas.

A genitália da vítima estava mutilada, mas a perícia descartou a hipótese de os ferimentos terem sido provocados pelas agressoras. "O laudo médico apontou que as marcas nas genitais eram pós-morte. A perícia confirmou que a mutilação foi causada por um animal", informou o delegado.


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