Crime em colégio

"Uma festa que virou filme de terror", diz mãe de amiga de menina assassinada

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 11/12/2015 às 17:30
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Crime aconteceu em escola particular do Centro de Petrolina
Foto: Blog do Carlos Britto
O assassinato da menina Beatriz Angélica, 7 anos, durante festa dentro de uma escola particular em Petrolina, Sertão pernambucano, deixou a população da cidade chocada. Não são só os pais dos alunos. É toda uma cidade que está desesperada com essa violência. Era uma festa linda que virou um filme de terror, disse a mãe de uma aluna do Colégio Maria Auxiliadora, onde aconteceu o crime na noite desta quinta-feira (10). Ela, que prefere não ter seu nome divulgado, disse que a vítima e sua filha estudavam juntas desde o maternal e que ninguém consegue entender qual seria a motivação do crime.

Nas redes sociais dizem muita coisa que já foi desmentida. Essa história de que o pai da menina - que é professor de inglês na unidade - teria reprovado um aluno e que esse crime teria sido por causa disso não é verdade. Falam muita coisa, mas até agora ninguém sabe o que aconteceu, rebateu. Minha filha está muito triste com a morte da amiguinha, mas a gente tenta dizer que ela está no céu e que está tudo bem. Mas a verdade é que poderia ter sido com qualquer criança, comentou.

Menina foi encontrada com perfurações de faca
Foto: Reprodução
Ainda de acordo com a relato da mãe de uma das alunas do colégio, a vítima era uma criança doce e sorridente. A criança estaria na escola no momento do crime acompanhando a família numa festa de formatura dos alunos do 3º ano do ensino médio. Beatriz foi encontrada em um antigo depósito de material esportivo da escola, um local isolado. Ela estava com várias perfurações e uma faca do tipo peixeira cravada na clavícula.

De acordo com a polícia, os pais da menina perceberam que Beatriz havia se afastado e pediram ajuda aos convidados para encontrá-la. As pessoas se dividiram em duplas e acabaram encontrando o corpo. Segundo a delegada à frente das investigações, Sara Machado, o Instituto de Criminalística (IC) fez um levantamento e já se sabe que a garota foi morta no mesmo local em que foi encontrada. O IC fez um levantamento no local para levantar estruturas físicas que possam ter impressões digitais, restos de pele, cabelos, frisou.

Sobre um boato de que a garota teria sofrido abuso sexual, a delegada descartou. Não houve violência sexual, nem tentativa. A garota estava vestida. Por conta disso, a intenção específica [do criminoso] era de matar, afirmou Sara, dizendo que nenhuma motivação nessa intenção de matar pode ser descartada. 

Delegada descarta abuso sexual contra vítima
Foto: Blog do Carlos Britto
A Polícia Civil solicitou vídeos de câmeras de segurança da escola e de estabelecimentos comerciais próximos ao local do crime. Imagens feitas pelos convidados da festa também estão sendo analisadas para identificar um possível suspeito. Quem tiver qualquer informação que possa ajudar no caso pode ligar de forma anônima para os telefones da Polícia Civil: (87) 3866.6781 ou (87) 3866.6782.

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