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Lutando na Justiça contra ex-marido, mestranda agradece ao feminismo

Jaqueline Almeida
Jaqueline Almeida
Publicado em 08/03/2016 às 8:10
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Batalha na Justiça de Karinny com ex-marido começou em 2007
Foto: arquivo pessoal/Karinny Oliveira
"O feminismo me apoiou quando ninguém acreditava", diz Karinny Oliveira. Lutando há quase 10 anos na justiça contra ex­marido, a mestranda encontrou apoio nos movimentos feministas. A luta de Karinny contra o ex­marido ganhou destaque nas redes sociais e na imprensa após ela ter a prisão decretada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) por não pagar pensão alimentícia dos dois filhos, que estão sob a guarda do ex. A batalha na Justiça começou em 2007, após dois anos de casamento. Quando a gente se separou começou esse ciclo de decisões. Perdi a guarda dos meus dois filhos, recebi ordem de prisão duas vezes sem nunca ter sido ouvida. Quando eu contava o que estava passando, ninguém acreditava", diz. 

Campanha nas redes sociais ficou do lado da mestranda na luta
Foto: arquivo pessoal/Karinny Oliveira
Mas os movimentos feministas me apoiaram. Começou com uma campanha nas redes sociais que teve mais de 17 mil compartilhamentos. Tive espaço na imprensa para contar o meu caso. Bolsista da Capes, recebendo cerca de R$ 1,5 mil por mês, Karinny afirma não ter condições de arcar com a pensão cobrada pelo ex. Não vejo meus filhos desde 2013. O mais velho tem 18 anos, não tenho mais como reaver a guarda deles. É complicado porque não consigo nenhum contato. Meu ex alega que não tem impedimento legal, mas sempre que quero ver os meus filhos, eles estão viajando ou fazendo outra coisa. Nunca me respondem mensagens. Só quero restaurar a convivência com eles, sei que não tenho como oferecer as mesmas coisas que o pai deles, mas queria conversar, estar perto, conta. 

No Dia da Mulher, Karinny vai celebrar a solidariedade dos movimentos em pró das mulheres e possibilidade de transformar as novas gerações. Eu não conseguia quebrar as barreiras, dar visibilidade ao meu problema, mas juntas nós conseguimos. A gente tem que comemorar o espaço de empoderamento que está sendo aberto. Hoje, eu dou palestras e capacitações em escolas, falando sobre a violência contra as mulheres. É o maior avanço: levar politização com compromisso de mudar a realidade."

FEMINISMO Várias páginas foram criadas nas redes sociais para denunciar os abusos contra mulheres e fortalecer o movimento de igualdade no Brasil. Estas páginas servem de apoio para divulgação de casos que, geralmente, não chegariam nas mídias tradionais. As páginas discutem ainda o empoderamento feminino e a liberdade de gênero. Uma das mais famosas é a Feminisno Sem Demagogia, que tem mais de um milhão de seguidores.

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