Cenário de guerra

Fotos mostram Penitenciária de Caruaru após duas rebeliões

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 27/07/2016 às 11:05
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Fotos mostram situação da penitenciária após duas rebeliões
Fotos: Cortesia/Especial para o NE10 Interior
Pavilhões completamente destruídos. Este é o cenário da Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, após duas rebeliões que deixaram seis mortos e vários feridos. O prédio passará por reformas, de acordo com a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres). Fotos enviadas com exclusividade para o NE10 Interior mostram a destruição causada pelo fogo e pelos detentos dentro da unidade prisional. Partes de algumas paredes desabaram e a fiação elétrica foi destruída.

Em nota, a Seres informou que uma avalião preliminar da engenharia não identificou nenhum dano grave na estrutura da penitenciária de Caruaru. Equipes encontraram danos na parte elétrica em um dos pavilhões, que precisou ser interditado. A Seres não informou para onde os detentos retirados deste pavilhão foram levados.



ENTENDA Duas rebeliões foram registradas em menos de três dias na Penitenciária Juiz Plácido de Souza. O primeiro motim ocorreu no sábado (23) e terminou com seis mortos e 18 feridos. A segunda rebelião ocorreu na segunda-feira (25) e teve saldo de nove feridos, segundo a Polícia Militar. Após controlar a situação, a Seres transferiu 100 detentos para outras unidades prisionais.

A superlotação é um dos graves problemas da penitenciária de Caruaru. Com capacidade para 380 presos, tem 1.992 detentos, cinco vezes mais que o permitido. O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, afirma que as rebeliões foram provocadas por grupos que querem controlar o tráfico dentro da penitenciária. A gente não pode deixar que eles decisam as coisas aqui dentro. Quem comanda a penitenciária é o Governo do Estado.

O secretário admite ainda que o Estado sabia de "um movimento de violência" dentro da penitenciária antes das rebeliões ocorrerem. Segundo ele, as providências estavam sendo tomadas, como o isolamento de todo setor administrativo da unidade (que não sofreu danos) e de sete detentos. 

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