Juiz Plácido de Souza

Transferência de cela causa tumulto na penitenciária de Caruaru

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 27/07/2016 às 21:02
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Para reparo das celas, detentos da foram transferidos para outras espaços da unidade
Foto: Cortesia
Detentos da Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, no Agreste do Estado, reagiram após a direção da unidade decidir relocar alguns reeducandos para realizar reparos em celas. As tranferências causaram tumulto na unidade na noite desta quarta-feira (27). Agentes penitenciários agiram para conter os ânimos dos presos. Segundo a Seres, a situação está controlada.

De acordo com a esposa de um detento, que não quis se identificar, a polícia não deu nenhuma resposta sobre a situação dos reeducandos. Ela ainda diz que está no local desde o último sábado (23) - quando ocorreu a rebelião - à espera de uma satisfação. 

A Seres ainda informou que o tumulto desta quarta não tem ligação com a transferência dos detentos para outras unidades prisionais. Ainda de acordo com secretaria, as transferências estão ocorrendo desde a última segunda-feira (25). 

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ENTENDA - Duas rebeliões foram registradas em menos de três dias na Penitenciária Juiz Plácido de Souza. O primeiro motim ocorreu no sábado e terminou com seis mortos e 18 feridos. A segunda rebelião ocorreu na segunda e teve saldo de nove feridos, segundo a Polícia Militar. Após controlar a situação, a Seres transferiu 100 detentos para outras unidades prisionais.

A superlotação é um dos graves problemas da penitenciária de Caruaru. Com capacidade para 380 presos, tem 1.992 detentos, cinco vezes mais que o permitido. O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, afirma que as rebeliões foram provocadas por grupos que querem controlar o tráfico dentro da penitenciária. A gente não pode deixar que eles decisam as coisas aqui dentro. Quem comanda a penitenciária é o Governo do Estado.

O secretário admite ainda que o Estado sabia de "um movimento de violência" dentro da penitenciária antes das rebeliões ocorrerem. Segundo ele, as providências estavam sendo tomadas, como o isolamento de todo setor administrativo da unidade (que não sofreu danos) e de sete detentos.  

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