2012

Candidato à Prefeitura de Caruaru diz que vai processar Estado

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 24/08/2016 às 7:32
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Eduardo Guerra (Psol) diz que foi prejudicado por registro de candidatura indeferido em 2012
Foto: reprodução/TV Jornal
O candidato à Prefeitura de Caruaru Eduardo Guerra (Psol) anunciou nessa terça-feira (23) que vai processar o Estado. O motivo é o caso das eleições de 2012, em que Guerra teve o registro de sua candidatura a vereador pelo PT indeferido.

De acordo com Guerra, na época ele foi acusado de apresentar documentos falsificados. O candidato criticou o juiz do caso, classificando-o como "irresponsável ou conivente".

"Pode demorar 10 anos, mas garanto a vocês que o resultado é que o Estado será condenado a pagar por esse absurdo, não sei se monetariamente", disse.

Ainda segundo o candidato, após as denúncias, aliados e amigos se afastaram dele. Muros da cidade chegaram a ser pichados chamando-o de "ficha suja", de acordo com Guerra.

Em reunião com a imprensa, Eduardo Guerra também disse que, em agosto deste ano, um promotor que não teve o nome divulgado pediu a impugnação da candidatura do político a prefeito.

A resposta veio da juíza Orleide Rosélia Nascimento Silva, que proferiu sentença inocentando Eduardo. No texto, ela diz que o candidato estava sendo condenado antes mesmo do fim da perícia nos documentos. Eduardo Guerra disse que os documentos falsos foram entregues por um despachante a um advogado amigo dele e encaminhado para o candidato, que entregou a certidão.

Ainda segundo Eduardo, o advogado em questão teria esclarecido o que aconteceu durante o processo. Guerra também teria tentado entregar os documentos novamente, mas estes não foram aceitos, segundo ele.

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