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Preso divulga fotos em rede social humilhando outro detento com cabo de vassoura em Caruaru

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 01/09/2016 às 13:07
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Preso da Penitenciária Juiz Plácido de Souza publicou fotos de dentro da unidade no Facebook
Foto: reprodução/Facebook
Um detento da Penitenciária Juiz Plácido de Souza (PJPS), em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, teve o celular apreendido após divulgar fotos de dentro da unidade prisional no Facebook. Em uma das imagens publicadas, os presidiários simulam um estupro usando cabo de vassoura contra um detento vestido com uma calcinha improvisada. Também é possível ver os homens usando relógios e anéis.

Presídio que tem registrado mortes, superlotação e problemas em sequência agora é exposto com o vazamento de fotos em que um detento humilha outro - vestido com uma "calcinha" e simulando estupro com um cabo de vassoura. Geralmente, esse tipo de ato ocorre como retaliação a estupradores, embora não haja a confirmação que esse tenha sido o "motivo".







Por meio de nota, a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) informou que o detento que publicou as fotos foi identificado, teve o celular apreendido e foi submetido ao Conselho Disciplinar da unidade para "providências cabíveis". Os outros participantes da foto envolvendo a humilhação ao detento também foram levados para a delegacia e submetidos ao conselho disciplinar.




A secretaria informou ainda que as revistas na unidade foram intensificadas. Nessa quarta-feira (31), agentes penitenciários encontraram, além de celulares e carregadores, facas artesanais, maconha e cachaça artesanal.

Em fevereiro deste ano, em entrevista ao Blog de Jamildo, o secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, afirmou que "não é nada excepcional" que os presos usem o celular. O próprio secretário, inclusive, disse usar este meio para se comunicar com os detentos nas unidades prisionais do Estado. "É importante ouvir a comunidade prisional para que se observe a prática de violência, tortura e tentativas de fuga", explicou Pedro Eurico à época.

Presídio superlotado

Um dos principais problemas da PJPS é a superlotação. Em julho deste ano, seis detentos morreram em duas rebeliões na unidade prisional.

De acordo com dados da Seres, atualmente há cerca de 1.400 detentos na Juiz Plácido de Souza, quando a capacidade é de 381 reeducandos.

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