Indianópolis

Adolescente é vítima de estupro coletivo na Casem de Caruaru

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 06/10/2016 às 8:36
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Casa de Semiliberdade (Casem) fica no bairro Indianópolis, em Caruaru
Foto: Nayara Vila Nova/TV Jornal Caruaru
Um adolescente de 17 anos foi vítima de estupro coletivo na Casa de Semiliberdade (Casem) localizada no bairro Indianópolis, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco.

De acordo com a Polícia Militar, dois maiores de idade (19 e 20 anos) e quatro menores (um de 15 e três de 17) teriam praticado o crime na última terça-feira (4). Nessa quarta (5), eles foram conduzidos à delegacia.

"A vítima relata que no dia 4, no período noturno, ele teria sido imobilizado e sufocado com uma toalha pelos dois maiores, enquanto era agredido pelos adolescentes, passou por uma série de agressões e acabou sendo violentado sexualmente por todos os suspeitos", relata o delegado Luiz Bernardo.

De acordo com o delegado, a prisão preventiva dos maiores foi solicitada, assim como o internamento provisório dos adolescentes. Os menores podem ser encaminhados para a Funase; já os maiores devem ser levados para o presídio de Santa Cruz do Capibaribe.

Responsável pela fiscalização na unidade, o juiz Rommel Patriota, da Vara da Criança e da Juventude, informou à TV Jornal que após saber do fato tomou todas as medidas necessárias para providenciar o atendimento à vítima e a internação dos menores suspeitos de envolvimento no caso. As investigações serão realizadas sob sigilo.

Em nota, a Funase afirmou que a coordenação da unidade encaminhou o jovem a uma unidade hospitalar para realização de exames e atendimento necessários. Ele passa bem, ainda segundo o texto.

Os socioeducandos envolvidos no caso foram transferidos para outras casas da fundação. O adolescente vítima do estupro também foi transferido.

"A Funase reitera que trabalha para oferecer tranquilidade e segurança aos socioeducandos, seus familiares e funcionários de todas as unidades", diz a nota.

Falta de efetivo

Os agentes socieducativos alegam que não há efetivo suficiente na unidade. Atualmente, há quase 30 internos na Casem e apenas três agentes trabalham pela manhã e dois à noite. Veja as denúncias na reportagem do "TV Jornal Meio-Dia", da TV Jornal no interior:


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