Projeto de lei

Prefeito de Caruaru deixará que Câmara promulgue aumento de secretários

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 26/12/2016 às 17:09
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Prefeito José Queiroz (PDT) não vai sancionar nem vetar o projeto de lei que concede reajuste de 30% nos salários dos secretários
Foto: Hélia Scheppa/Acervo JC Imagem
O prefeito de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, José Queiroz (PDT), não vai sancionar nem vetar o projeto de lei nº 7.224, que concede 30% de reajuste nos salários dos secretários municipais. De acordo com a assessoria de imprensa do prefeito, Queiroz deixará que a Câmara de Vereadores promulgue o projeto de lei, uma vez que trata-se de um projeto da Mesa Diretora, e não do Executivo. Desta forma, ocorre a sanção tácita.

O projeto de lei prevê que os vencimentos dos secretários passem de R$ 9 mil para R$ 12 mil. O valor é válido para o período 2017/2020. O projeto foi aprovado na Câmara na última sexta-feira (23). Dos presentes, apenas os vereadores Marcelo Gomes (PSB) e Eduardo Cantarelli (PMDB) votaram contra, por considerarem que o momento econômico não é favorável.

Também seriam votados os reajustes nos salários da prefeita eleita Raquel Lyra (PSDB) e do vice-prefeito Rodrigo Pinheiro (PSDB), mas nenhum dos dois aceitou o aumento e os valores ficarão em R$ 16 mil e R$ 8 mil, respectivamente. A lei prevê que a correção salarial deve ser votada antes do início de cada gestão.

Sanção tácita

Em março deste ano, o prefeito José Queiroz tomou a mesma decisão, de não aprovar nem vetar o projeto de lei que aumentou em 66% os salários dos vereadores. A partir de 2017, os parlamentares passarão a ganhar R$ 15 mil por mês. Na época, houve várias manifestações de estudantes na Câmara.

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