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Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe passarão mais dias sem água

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 09/03/2017 às 16:31
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Calendário de abastecimento será ampliado em Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe
Foto: arquivo/Agência Brasil
A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) informou nesta quinta-feira (9) que irá ampliar o calendário de abastecimento de Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco, a partir desta sexta (10). A medida visa a preservar a vida útil da Barragem do Prata, que fica em Bonito, e manter o fornecimento de água para as cidades da região atendidas pelo manancial.

A partir desta sexta (10), passa a valer em Caruaru o calendário de sete dias com água para 21 dias sem. Em Santa Cruz do Capibaribe, o rodízio será de dois dias com água e 28 dias sem. O distrito de Terra Vermelha, em Caruaru, também terá o calendário ampliado: um dia com água para 29 dias sem. Nos distritos Vila de Santana e Barra do Riachão, em São Joaquim do Monte, o regime será de sete dias com água e 23 dias sem.

De acordo com a Compesa, o volume de água retirado do Prata precisará ser reduzido em 200 litros de água por segundo, ou seja, passará de 740 l/s para 540 l/s. Atualmente, a Barragem do Prata encontra-se com 17,5% da capacidade total (42 milhões de metros cúbicos de água). A previsão é de que, dentro de 30 dias, o Sistema Produtor do Pirangi (localizado na Mata Sul) entre em operação para reforçar o Prata.

Quando o Sistema Pirangi estiver funcionando, voltará a vigorar o calendário atual de Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe, que é de quatro dias com água e 12 dias sem e de oito dias com água e oito sem, respectivamente. De acordo com a Compesa, foi necessário que o período de testes no Pirangi se estentesse, para fazer os ajustes e correções necessários.

Sistema Pirangi

O Sistema Pirangi vai levar água de Catende, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, por uma adutora com 27 quilômetros de extensão até os poços de sucção da Barragem do Prata. O sistema, que é composto ainda por duas estações de bombeamento, foi executado de junho de 2016 a janeiro de 2017, por meio de um convênio assinado entre o Governo do Estado e a Compesa com o Banco Mundial. O investimento foi de R$ 60 milhões e o sistema vai beneficiar mais de 800 mil pessoas em 11 municípios do Agreste.

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