Novas eleições

Presidente da Câmara toma posse nesta segunda em Belo Jardim

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 22/05/2017 às 8:23
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Presidente da Câmara de Vereadores, Gilvandro Estrela (PV), assumirá Belo Jardim até novas eleições
Foto: divulgação

O presidente da Câmara de Vereadores de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (PV), deve tomar posse nesta segunda-feira (22) como prefeito da cidade, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a realização de novas eleições. O parlamentar aguarda documentação do TRE para que a cerimônia seja realizada.

Gilvandro Estrela toma posse às 10h no Fórum Desembargador João Paes; depois, segue para a Casa Custódio Ferreira Mergulhão, onde haverá solenidade de posse. O presidente da Casa faz oposição ao prefeito João Mendonça (PSB), que não poderá continuar o mandato. A previsão é de que as novas eleições sejam realizadas em julho ou agosto.

Ao NE10 Interior, Gilvandro Estrela afirmou que vai encontrar uma prefeitura praticamente falida e listou os problemas identificados na cidade, como falta de raio-x no hospital municipal, não funcionamento do bloco cirúrgico, Central de Abastecimento interditada, ruas na escuridão, violência desenfreada, entre outros.

Ainda segundo ele, só após "sentar na cadeira" será possível identificar as reais condições financeiras da cidade. "A gente vai tomar posse com uma certa apreensão. Vamos fazer formar uma boa equipe, séria, responsável, para fazer a diferença em pouco tempo", afirmou. Gilvandro Estrela completou dizendo que "estancar a sangria dos cofres públicos é uma grande ajuda".

Decisão do TSE

No dia 11 de maio, o plenário do TSE decidiu, por unanimidade, a realização de eleições suplementares em Belo Jardim. João Mendonça, que venceu o pleito de 2016, teve o registro de candidatura impugnado pelo Ministério Público e coligações adversárias, por "improbidade administrativa com dano ao erário e enriquecimento ilícito".

João Mendonça concorreu à eleição de 2016 com o registro indeferido, aguardando julgamento definitivo do recurso pela Justiça Eleitoral. Ele estava no cargo amparado por uma liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes em dezembro do ano passado.

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