Entrevista

Sobrevivente de tragédia em Garanhuns conta como foi salva com bebê

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 13/07/2017 às 14:06
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Genicélia Arcoverde, 30 anos, e a filha de menos de um mês foram as únicas resgatadas com vida
Foto: reprodução/TV Jornal

A professora e bióloga Genicélia Cardoso Arcoverde, 30 anos, sobrevivente do desabamento que deixou dois mortos no início da semana no bairro Aloísio Pinto, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, concedeu uma entrevista exclusiva à TV Jornal Interior, em que relatou tudo o que passou na queda do edifício.

Genicélia e a filha, uma bebê de menos de um mês, foram as únicas resgatadas com vida após o desabamento. Ela conta que inicialmente ouviu um barulho, mas pensou que se tratava do barulho de serviços de reforma: "O barulho parecia um terremoto".

Após perceber que o prédio estava caindo, Genicélia disse que tentou chamar o marido, mas não deu tempo. "Uma coisa eu tinha em mente, que eu jamais ia soltar ela. E eu pensei: 'Eu posso até morrer, mas talvez ela escape se eu segurar ela'", relatou.

Após o prédio desabar, Genicélia relata que ficou deitada no chão com a criança, entre uma parede e um guarda-roupa, que segurava a parede. Ela e a bebê foram encontradas e resgatadas. Genicélia sofreu apenas um ferimento no braço e a criança não se machucou.

O marido dela e pai da bebê, Antônio Arcoverde, 32 anos, foi soterrado pelos escombros e não resistiu. "A vida do meu marido não volta, ele era uma pessoa muito querida por todos que o conheciam", lamentou. A outra vítima fatal foi o aposentado Edval Soares da Silva, de 66 anos.

Relembre o caso

Um dos três blocos de um conjunto habitacional caiu na última segunda-feira (10) no bairro Aloísio Pinto, por volta das 6h. A queda do prédio deixou duas vítimas fatais. Os outros dois blocos foram desocupados. O caso é investigado pela Polícia Civil de Garanhuns.

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