Polícia Federal

Dois professores são presos em PE na operação da PF contra pedofilia

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 25/07/2017 às 11:24
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Professor de 39 anos foi preso no Alto do Mandu, na Zona Norte do Recife
Foto: divulgação/Polícia Federal

Dois professores foram presos na manhã desta terça-feira (25), dentro da Operação Glasnost em Pernambuco. Uma prisão aconteceu no Alto do Mandu, na Zona Norte do Recife, e a outra no município de Ouricuri, no Sertão. Os nomes não foram divulgados por questões de segurança. A operação, deflagrada pela Polícia Federal em outros 13 estados, resultou em 27 prisões em flagrante. Além de professores, médicos e até um idoso estão entre os presos.

No Recife, um professor de 39 anos admitiu ter sido usuário de um site russo, em que acessava não só material pornográfico infantil como outros tipos de pornografia. O material pornográfico infantil foi encontrado em um pendrive. No local, também foram apreendidos um notebook, dois discos de armazenamento de dados e um aparelho celular, que passarão por perícia. Segundo a PF, o suspeito não mantinha relações sexuais nem molestava crianças, mas possuía conteúdo pornográfico infantil nos aparelhos telemáticos. Ele será autuado em flagrante e deve responder em liberdade, após pagar fiança de R$ 4.685.

Em Ouricuri, outro professor foi preso com conteúdo pornográfico infantil
Foto: divulgação/Polícia Federal

Em Ouricuri, um professor de 35 anos também foi preso por armazenar conteúdo pornográfico infantil. O material foi encontrado em um disco rígido e também foram apreendidos mais de três discos de armazenamento de dados e um aparelho celular, que passarão por perícia posteriormente. Na casa do suspeito, a PF localizou uma identidade falsificada de uma criança. Caso pague a fiança, que ainda será arbitrada, ele poderá responder em liberdade. Caso contrário, será encaminhado para o Presídio de Salgueiro. Segundo a Polícia Federal, não ficou comprovado se o preso mantinha relações sexuais com crianças.

Os professores foram indiciados por possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. A pena é de um a quatro anos de reclusão. Se as imagens e vídeos tiverem sido compartilhados, a pena passa a ser de três a seis anos de reclusão.

Operação Glasnost

A 2ª Fase da Operação Glasnost foi deflagrada na manhã desta terça-feira (25) em 51 municípios nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Sergipe. A PF cumpriu 72 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e dois mandados de condução coercitiva. Cerca de 350 policiais federais participaram da operação. Esta é uma das maiores operações de combate à pornografia infantil no Brasil.

Em todo o País, foram 27 presos em flagrante e três em custódia preventiva. "Foram presos estudantes com 19, 20 anos de idade, foi preso um homem de 80 anos de idade que mal conseguia respirar, sair da cama, em flagrante, foram presos professores, médicos, pessoas muito simples com condição financeira muito precária, pessoas com a condição financeira muito favorável, funcionários de alto escalão de determinados órgãos todos esses fatos sem relação nenhuma com a atuação profissional da pessoa, mas sim pelo que ela fazia nos bastidores. Qual o perfil (dos pedófilos)? Não existe perfil", afirmou o delegado Flávio Augusto Palma Setti, da PF.

A ação é uma sequência da Operação Glasnost, deflagrada em novembro de 2013. Na ocasião, foram cumpridos 80 mandados de busca e prisão e realizadas 30 prisões em flagrante por posse de pornografia infantil. Durante a operação, abusadores sexuais foram identificados e presos, e vítimas com idades entre cinco e nove anos foram resgatadas.

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