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Empresária lança projeto de prevenção ao câncer de mama no Agreste

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 09/10/2017 às 9:22
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Vera Carvalho faz tratamento de câncer de mama e já perdeu irmã para a doença
Foto: Wilker Medeiros/Especial para o NE10 Interior

A empresária Vera Carvalho, 59 anos, descobriu que tinha câncer de mama há três anos, cerca três anos após perder uma irmã para a doença. A dona da Iska Viva, sediada em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco, passou por 16 sessões de radioterapia. Periodicamente, precisa tomar aplicação de um medicamento, além da quimioterapia oral, com duração de cinco anos.

No próximo ano, Vera continuará dando prosseguimento ao tratamento, fazendo a mastectomia total. Ela acredita que o melhor remédio para o câncer é a prevenção. "Não se preocupe com cabelo e peito, o importante é a vida. Seio é só estética, tem que ter 'peito' para enfrentar a doença", afirma. Mesmo durante o tratamento, a empresária diz que nunca temeu a morte. "Eu curto a vida, a morte eu tenho por certo".

Devido à conscientização sobre a saúde, ao histórico familiar e à própria experiência, a empresária teve a ideia de criar um projeto para a realização de exames preventivos de forma gratuita para a população. Cerca de 40 funcionárias de sua fábrica serão contempladas, além de mulheres de comunidades.

Vera Carvalho negociou exames de mamografia, que serão realizados de forma gratuita com um mamógrafo móvel para mulheres da Comunidade Santo Agostinho e no Sítio Barreiras, em Santa Cruz, durante a campanha Outubro Rosa. As mulheres do público-alvo deverão ser selecionadas pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

Câncer de mama

O câncer de mama é considerado o mais comum entre as mulheres, depois do câncer de pele melanoma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), este câncer é causado pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Segundo o Inca, a estimativa para o biênio 2016-2017 é de 57.960 novos casos da doença no Brasil.

A idade é um dos fatores de risco mais importantes para a doença; cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. Outros fatores de risco são obesidade e sobrepeso após a menopausa, sedentarismo, consumo de bebida alcoólica e exposição frequente a radiações ionizantes (raio-x). Além disso, a doença pode surgir devido a fatores genéticos e hereditários.

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