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Turismóloga relata dificuldades durante tratamento de câncer de mama

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 09/10/2017 às 9:28
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Elza é dona de uma agência de viagens e descobriu câncer há quatro anos
Foto: reprodução/TV Jornal

A turismóloga Elza Souza, 38 anos, tinha 34 quando descobriu um câncer de mama. Amante de viagens e profissional da área, estava na Turquia quando, enquanto tomava banho, identificou um "caroço" na mama. Dentro de 15 dias, fez uma cirurgia. Dos quatro nódulos, dois foram apontados como carcinoma. Ela precisou fazer a retirada total da mama, a mastectomia radical.

Elza passou por um tratamento de um ano e seis meses, com quimioterapia e radioterapia. Uma das lembranças mais marcantes durante este tempo foi quando a filha, então com seis anos, disse que ela era linda de todo jeito, mesmo careca: "Isso me dava força".

Dona de uma agência de viagens, Elza já visitou quase todos os países da América do Sul - com exceção do Peru -, além de cidades dos Estados Unidos e da Turquia. Durante a fase mais agressiva do tratamento, ela precisou dar um tempo nos passeios, mesmo fazendo parte de seu trabalho.

Entre as consequências do tratamento, Elza engordou cerca de 30 quilos, o que acaba provocando dores de coluna. "Um câncer é uma superação a cada dia. Todo dia você tem um aprendizado. Tem dia que você não acorda bem, ainda não sinto os sabores direito [por causa dos medicamentos], tenho insônia", relata.

Após a retirada da mama, ela ainda faz acompanhamento médico e toma remédios. "Eu digo que não é uma vida normal, porque você tem limitações. Por exemplo, caminhar, andar de bicicleta, fazer uma comida no forno, eu não posso. Coisas simples do dia a dia. A gente tem que se adaptar com a [nossa] realidade, tirar proveito disso. Estar bem é o que importa", relata.

Câncer de mama

O câncer de mama é considerado o mais comum entre as mulheres, depois do câncer de pele melanoma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), este câncer é causado pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Segundo o Inca, a estimativa para o biênio 2016-2017 é de 57.960 novos casos da doença no Brasil.

A idade é um dos fatores de risco mais importantes para a doença; cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. Outros fatores de risco são obesidade e sobrepeso após a menopausa, sedentarismo, consumo de bebida alcoólica e exposição frequente a radiações ionizantes (raio-x). Além disso, a doença pode surgir devido a fatores genéticos e hereditários.

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