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Geraldo Freire lança biografia na Fenagreste, em Caruaru

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 14/10/2017 às 19:56
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Geraldo Freire lançou livro ao lado de Igor Maciel e Ciro Bezerra
Foto: Ana Maria Miranda/NE10 Interior

Líder de audiência no rádio pernambucano, o radialista Geraldo Freire, da Rádio Jornal, lançou na tarde deste sábado (14) o livro "O que eu disse e o que me disseram" na Feira Nacional do Livro do Agreste (Fenagreste), no Espaço Cultural Tancredo Neves, em Caruaru. A biografia, escrita pelo próprio "Comunicador da Maioria" em parceria com o professor e escritor Eugênio Jerônimo, conta a história de como Geraldo fugiu de casa, do distrito de Mimosa, em Pesqueira, aos nove anos, para encontrar uma tia no Recife, onde posteriormente começou no rádio. O livro traz ainda diálogos do radialista com personalidades como Dom Helder Câmara, Jessier Quirino, presidentes da República, entre outros.

Estiveram no lançamento do livro autoridades como o ex-governador de Pernambuco João Lyra Neto, a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, o ex-prefeito da cidade, José Queiroz, a prefeita de São Bento do Una, Débora Almeida, além de familiares, colegas de trabalho e fãs.

Em palestra descontraída realizada no palco principal ao lado de Ciro Bezerra e Igor Maciel, também da Rádio Jornal, Geraldo relembrou episódios, presentes no livro ou não, envolvendo sua história, que também é história do rádio. As memórias prenderam a atenção e arrancaram risadas do público. Entre os personagens, Dom Hélder Câmara, Reginaldo Rossi, entre outros.

Perguntado sobre como avalia a recepção do livro, Geraldo Freire disse que ficou assustado. "Eu tinha um medo enorme desta história de biografia. Não é brincadeira, eu não me sinto com estatura, estrutura nem competência para ser biografado. Biografia eu penso de Rui Barbosa para cima. O meu momento é assustado, eu nunca me imaginei no meio de uma plateia desta 'riscando' livro. Eu estou meio abestalhado", afirma o radialista.

Co-ator da obra, o escritor Eugênio Jerônimo destaca a autenticidade e generosidade de Geraldo Freire. "Eu sempre fui um crônico ouvidor de rádio; como sou uma pessoa de literatura, sempre me chamou a atenção e me interessou aquele indivíduo que tem um estilo muito original, e Geraldo é um comunicador com estilo muito original, você não encontra ninguém que ele tenha imitado, que tenha vindo antes dele. E eu sentia, pela importância dele, esse vácuo e essa necessidade de fazer um registro biográfico em livro", explica.

2ª Fenagreste superou expectativas de público
Foto: Ana Maria Miranda/NE10 Interior

No livro, Eugênio ficou com a parte biográfica da obra, desde o nascimento do comunicador, em um município do Ceará, até a popularidade no rádio pernambucano. Já Geraldo Freire escreveu os trechos contando histórias e os bastidores do rádio. O livro começou a ser escrito em 2012 e os dois passaram cinco anos para concluí-lo.

Fã de Geraldo Freire desde os anos 90, o aposentado Paulo Miranda esteve no evento, fez perguntas e pegou o autógrafo do radialista. Foi a primeira vez que ele ficou frente a frente com o ídolo. "Eu era gerente de banco e viajava todos os dias para o Recife ligado na Rádio Jornal, acompanhando Geraldo Freire", relembra. Paulo acompanhou, inclusive, a época em que Geraldo apresentava o programa da madrugada, antes de assumir o horário das 7h às 12h, com o "Super Manhã".

Fenagreste

A Feira Nacional do Livro do Agreste está este ano na segunda edição. O evento começou na última terça-feira (10) e segue até este domingo (15). A programação inclui palestras, lançamento de livros, oficinas e apresentações culturais. O horário de funcionamento é das 9h às 21h e a entrada é gratuita.

De acordo com o diretor de feiras da Andelivros, Alventino Lima, a feira superou todas as expectativas este ano. Só de público, a estimativa é de aumento de 70%. Já a movimentação econômica está estimada em mais de R$ 1 milhão. A 2ª Fenagreste gerou 300 empregos diretos e 600 indiretos.

As datas da terceira edição do evento deverão ser anunciadas neste domingo (15). "Caruaru é uma terra de feira, e esta feira Nacional do Agreste com certeza será uma feira, como diz o nome, nacional", afirma. Perguntado sobre a importância de um evento como este para a região, o diretor de feiras afirmou que 2/3 dos municípios do Brasil não têm livraria, por isto, é necessário levar os livros para as cidades: "O povo tem fome de cultura, tem fome de livro".

A Fenagreste é promovida pela Associação do Nordeste das Distribuidoras e Editoras de Livros (Andelivros), a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), com apoio do Governo de Pernambuco e da Prefeitura de Caruaru.

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