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Laudo do IML descarta que criança sequestrada tenha sofrido violência sexual

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Publicado em 28/12/2017 às 11:31
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Coletiva de imprensa foi realizada na sede da Secretaria de Defesa Social, no Recife
Foto: divulgação/Polícia Civil

O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, descartou que a criança de três anos que foi sequestrada em Panelas, também no Agreste, tenha sido violentada sexualmente. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira (28) durante coletiva de imprensa da Secretaria de Defesa Social (SDS), no Recife.

O resultado do laudo do IML contradiz um primeiro laudo, realizado por um médico no hospital de Catende. Na noite dessa quarta-feira (27), quando a menina foi localizada, o médico Flávio Augusto Andrade, que a atendeu na Policlínica de Catende, havia afirmado que a criança sofreu abuso sexual. O laudo diz que a menina teve o hímen rompido. Em entrevista, o médico disse que a garota ficou apavorada quando ele iniciou o exame.

A chefe da Polícia Científica, Sandra Santos, disse na coletiva de imprensa que o médico que fez o primeiro laudo não teria formação para chegar a esta conclusão. Segundo ela, o perito José Alves, que assinou o laudo do IML, fez exames aprofundados e identificou que não houve violência física nem sexual. "O que se observou foi uma criança bastante assustada e que não é bem cuidada, ela tinha assaduras na região íntima", disse.

Relembre o caso

A criança foi raptada de dentro da casa dos pais no último domingo (24), Véspera de Natal, no Distrito de Cruzes, em Panelas, no Agreste de Pernambuco. Na noite dessa quarta-feira (27), ela foi encontrada em Catende, na Zona da Mata Sul do Estado. Os envolvidos no sequestro e a real motivação do rapto da menina ainda estão sendo investigados pela Polícia Civil.

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