Aventura

Advogado quer ser o primeiro caruaruense a escalar a montanha mais alta fora do Himalaia

Elton Braytnner
Elton Braytnner
Publicado em 26/01/2018 às 15:06
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Henrique em uma montanha perto de Santiago, no Chile. Viagem inspirou o advogado.
Foto: Arquivo pessoal

O advogado Henrique César Freire de Oliveira, de 39 anos, está prestes a executar um desafio: ser o primeiro caruaruense a escalar o Monte Aconcágua, situado na província de Mendoza, na Argentina. O local é a montanha mais alta fora do Himalaia (Ásia). A viagem para a Argentina está marcada para o próximo dia 4 de fevereiro , e no dia 8 começará a escalada de 12 dias ao cume do monte, que fica a 6.962 metros de altitude.

A montanha é "respeitada" por alpinistas tanto pela altura, como também pelo grande desafio que é chegar ao topo. O líder da expedição da qual Herique fará parte também é brasileiro: Máximo Kausch é paranaense e recordista mundial de montanhas acima de 6.000 metros. O frio de mais de 15 graus negativos parece não esfriar a vontade de Henrique de querer subir a montanha e concretizar sua própria realização.

O advogado sempre gostou do contato com a natureza. Apesar de gostar de trilhas, para ele, o Brasil não oferece opções nesse grau de dificuldade. Segundo Henrique, depois de uma ida ao Deserto do Atacama, localizado na região norte do Chile, ele teve contato com o Trekking, modalidade esportiva onde se percorre trilhas de altitude, e começou a estudar a possibilidade de subir o Aconcágua, que fica mais próximo. Para ele, ninguém que vai subir o monte pode dizer que está completamente preparado. "A montanha pode ser cruel e o clima lá muda muito rápido, daí nem toda preparação física, psicológica e com um bom equipamento podem ser suficientes para o sucesso", explica.

O advogado na Pedra do Cachorro, em São Caetano, no Agreste de Pernambuco.
Foto: Arquivo pessoal

Preparação

Para encarar a caminhada, Henrique vem se preparando. Quando resolveu começar o projeto, o advogado leu bastante a respeito e procurou a identificar as maiores dificuldades que outros alpinistas passaram em situações semelhantes. A partir daí, começou um treinamento focando na parte cardiorrespiratória, lombar, pernas e resistência aeróbica. Segundo Henrique, ele focou nas recomendações do líder da expedição e passou a trabalhar resistência na parte de caminhada íngreme em esteira inclinada e degraus, sempre carregando o equivalente a 30% do peso do seu corpo em anilhas de ferro pra compensar o peso da mochila e a falta de ar. "Aboli elevadores e aumentei o consumo de proteínas pra melhorar a resistência muscular", detalha. Essa rotina já dura um ano.

Equipamentos para a viagem já estão prontos.
Foto: Arquivo pessoal

Expectativa e futuro 

Sobre a ansiedade pelo desafio, Henrique mantém os pés no chão. Ele explica que prefere não criar expectativas. "O risco de não conseguir é grande. Estar lá é um primeiro grande passo. Cada metro conquistado é uma vitória pessoal. O cume é consequência, meu foco é a jornada", argumenta. E ele não pensa em parar. Outras conquistas são almejadas pelo advogado. Além do Monte Aconcágua, Henrique pretende explorar outros locais. "Tenho vontade de subir o Kilimanjaro, na África, e o Elbrus, na Rússia. "Aqui na América do Sul quero conquistar o Ojos Del Salado, que é o vulcão mais alto do mundo, perdendo em pouco menos de 100 metros de altitude pro Aconcágua", revela.

Henrique é o único caruaruense do grupo e vai se encontrar com o resto da equipe na Argentina. Quando questionado se a família está com algum receio por conta da viagem, ele mostra confiança. "Minha mãe está um pouco preocupada, mas o risco é mínimo, desde que eu respeite meus limites e os da montanha", finaliza.

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