Memória

Triplo latrocínio de Lagoa do Paulista completa um ano

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 21/03/2018 às 10:41
NOTÍCIA
Leitura:

Foto: arquivo pessoal

O triplo latrocínio de Lagoa do Paulista, zona rural de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, completa um ano nesta quarta-feira (21). O caso chocou pela crueldade. Uma missa em memória das vítimas do crime será realizada às 20h00 na Igreja São Francisco.

Ao NE10 Interior, José Geraldo Pereira da Silva, de 24 anos, disse que está se recuperando "na medida do possível".

Relembre o caso

Na noite de 21 de março de 2017, João Anderson, Rafael Sebastião e um adolescente invadiram a casa da família no Sítio Lagoa do Paulista com o objetivo de roubar duas motos. Porém, um acusado foi reconhecido por uma das vítimas e decidiu matá-las. No dia 23 de março, as motos roubadas foram encontradas incendiadas em Serra dos Cavalos, na zona rural de Caruaru.

Os três suspeitos foram localizados pela Polícia Civil no dia 25 de março em três lugares diferentes, sendo um em Ribeirão, na Zona da Mata; outro em Panelas, no Agreste; e o terceiro em Caruaru, no mesmo local onde ocorreu o crime. Eles confessaram.

As vítimas fatais foram Geraldo José da Silva, 61 anos, Joselma Pereira da Silva, 52, Maria Madalena Pereira da Silva, 24 (pai, mãe e filha). O outro filho do casal, José Geraldo Pereira da Silva, 23, foi atingido por golpes de machado na cabeça e passou meses internado no Hospital da Restauração (HR), no Recife. Hoje, ele continua se recuperando e mora na casa dos tios.

Condenação

Os dois autores maiores de idade dos três latrocínios consumados e um latrocínio tentado de uma família no Sítio Lagoa do Paulista, foram condenados a mais de 90 anos de reclusão pelos crimes. No dia 21 de março deste ano, dois jovens e um adolescente invadiram a residência de uma família para roubar duas motos. Porém, um acusado foi reconhecido por uma das vítimas e decidiu matá-las.

De acordo com a sentença, Rafael Sebastião da Silva foi condenado a 93 anos, oito meses e 25 dias de reclusão, além de 860 dias-multa, pelos três latrocínios consumados e um tentado, associação criminosa e corrupção de menor. João Anderson Gomes da Silva Pereira foi condenado a 97 anos, 11 meses e 20 dias de reclusão, além de 1.050 dias-multa, pelos três latrocínios consumados, um latrocínio tentado, associação criminosa, corrupção de menor e porte de arma. O adolescente deverá cumprir medida socioeducativa.

A sentença foi publicada pela juíza da 3ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru, Ana Paula Viana Silva de Freitas, no dia 22 de novembro, e divulgada nesta quinta-feira (7) pelo advogado da família. Os dois condenados estão na Penitenciária Juiz Plácido de Souza (PJPS), desde que foram encontrados pela Polícia Civil, e devem continuar cumprindo a pena na unidade prisional.

O advogado das vítimas, Vladimir Almeida, informou que a pena deixou a família satisfeita, com o sentimento de Justiça. "A pena foi a que a gente esperava, mais de 90 anos. Eles vão ter que cumprir pelo menos 30 anos em regime fechado, porque são crimes hediondos e como eles são [réus] primários, têm que cumprir 2/5 da pena. Passa no mínimo de 37 a 38 anos", explicou.

Mais Lidas