Economia

Polo de Confecções do Agreste é impactado pela greve dos caminhoneiros

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 28/05/2018 às 9:50
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Feira da Sulanca, em Caruaru, funcionou com apenas 30% da capacidade
Foto: Rebeca Nunes/TV Jornal Interior

Na última feira antes do início do período junino na região Agreste, a expectativa do Polo de Confecções era de movimento já aquecido. A greve dos caminhoneiros, entretanto, impactou a comercialização dos produtos em Toritama, que realiza a feira aos domingos, e Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe, que recebem a feira nesta segunda-feira (28).

A falta de combustíveis dificultou a viagem dos compradores que vêm de cidades mais distantes. A decisão de realizar a feira veio em conjunto entre as prefeituras de Caruaru e Toritama e a administração do Moda Center Santa Cruz.

Segundo o presidente da Associação dos Sulanqueiros de Caruaru, Pedro Moura, a Feira da Sulanca, que tem 10 mil bancos, funcionou com apenas 30% dos vendedores. O número de compradores também caiu; cerca de 35 ônibus chegaram à cidade. "A dificuldade é grande até para trazer a mercadoria porque as pessoas estão sem combustível", afirmou. Para ele, mesmo baixo, o movimento desta segunda surpreendeu. "Nós sabíamos que ia ser muito fraca, mas decidimos manter para que o feirante tivesse a liberdade de escolher", disse.

Movimento no Moda Center Santa Cruz também foi fraco
Foto: WhatsApp/TV Jornal

De acordo com a assessoria de imprensa do Moda Center, que tem 9.672 boxes e 707 lojas, geralmente o espaço recebe uma média de 210 ônibus por feira. Diante da paralisação, apenas 54 ônibus com feirantes chegaram ao local.

O presidente da Associação de Lojistas do Parque das Feiras de Toritama, Prudêncio Gomes, informou que nesse domingo (27) o espaço recebeu cerca de 40 ônibus e 30 vans, número bem abaixo do esperado. Normalmente, a feira recebe mais de 150 ônibus com feirantes. No Parque das Feiras há 875 boxes e 124 lojas.

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