Petrolina

Grupo pede prisão de ex-funcionário de colégio onde Beatriz foi morta

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 02/08/2018 às 9:15
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Protesto foi realizado em frente ao Fórum de Petrolina
Foto: Rádio Jornal Petrolina

O grupo "Somos Todos Beatriz" realiza uma manifestação na manhã desta quinta-feira (2) em frente ao Fórum de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, para cobrar a prisão preventiva de um ex-funcionário do colégio particular em que Beatriz Mota, de 7 anos, foi assassinada com 42 facadas em dezembro de 2015. De acordo com os integrantes do protesto, o ex-funcionário teria deletado as imagens das câmeras de segurança da instituição de ensino, atrapalhando as investigações.

A mãe de Beatriz, Lucinha Mota, criticou a decisão da Justiça de não prendê-lo. "As provas são incontestáveis, mas o Judiciário, como sempre, age com parcialidade, resolveu deixar solto o cara que apagou as imagens do assassino de Beatriz", lamentou. Por meio de nota à imprensa local, o ex-funcionário do colégio negou ter apagado as imagens.

Relembre o caso

Família da criança cobra punição de envolvidos no crime
Foto: Rádio Jornal Petrolina

Beatriz Mota, 7 anos, foi assassinada no dia 10 de dezembro de 2015 dentro do colégio particular em que estudava em Petrolina. O corpo foi encontrado em uma sala de material esportivo desativada e apresentava 42 lesões provocadas por faca. No dia do crime, acontecia uma festa de formatura na instituição de ensino, que estava muito movimentada, mas ninguém presenciou a morte da criança.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o suspeito de matar a menina teria tentado se aproximar de outras duas crianças antes de chegar até Beatriz. Ainda não se sabe a autoria do crime, nem a motivação. Imagens de câmeras de segurança próximas ao colégio mostram a imagem do assassino, mas ele ainda não foi identificado, nem preso. Cerca de 100 pessoas já passaram por exames de DNA, mas o confronto do material genético deu negativo em relação ao encontrado nos restos mortais da menina.

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