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Fiscalização encontra irregularidades na UPA da Boa Vista, em Caruaru

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 30/08/2018 às 11:45
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Membros do Simepe estiveram na UPA da Boa Vista e conversaram com a equipe
Foto: Chico Carlos/Simepe

O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) identificou problemas e dificuldades durante fiscalização na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Boa Vista, em Caruaru, no Agreste. A ação contou com a participação do presidente do Simepe, Tadeu Calheiros; a vice, Claudia Beatriz, e o diretor executivo Walber Steffano. O grupo conversou com os plantonistas e o diretor técnico do complexo hospitalar.

De acordo com o sindicato, o hospital apresenta número excessivo de pacientes para cada profissional em 12 horas de trabalho. Em um plantão, os médicos chegam a atender cerca de 85 pacientes. Além disto, segundo o Simepe, há um grave déficit na escala de profissionais, que deveria ser de quatro médicos para a demanda espontânea, mas conta apenas com dois.

O Simepe identificou ainda que há descumprimento por parte da gestão municipal à resolução do Cremepe nº 11/2014, que veda ao médico plantonista ausentar-se do plantão para transferência de pacientes, salvo em casos que ofereçam risco imediato à vida, além de assegurar uma equipe exclusiva para esse transporte inter-hospitalar. De acordo com dados coletados na UPA, há uma média de 180 transferências por mês. Segundo o sindicato, em cerca de 30 ocorrências, o médico plantonista precisa sair da emergência e deixa apenas um profissional com a demanda.

Ainda segundo as denúncias do sindicato, a sala de estabilização ou sala vermelha das UPAs devem ter a capacidade de dois leitos - no mínimo - e contar com um médico exclusivo no local, o que não acontece na unidade, que conta com três leitos de sala vermelha e outros oito de área amarela, mas sem profissional designado especificamente a elas. Isto descumpre, conforme informado pelo sindicato, a resolução nº 2079/2014 do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Fora do campo da saúde, o Simepe afirmou ainda que os médicos da unidade denunciaram a falta de segurança. A unidade tem três porteiros, mas nenhum vigilante. Por causa disto, os casos de ameaças, agressões verbais e físicas estariam aumentando diariamente. O Simepe informou ainda que havia marcado um encontro para debater o assunto junto à prefeitura na última terça-feira (28), mas este foi remarcado às vésperas do horário combinado. A Secretaria Municipal de Saúde informou que não irá se pronunciar sobre o assunto, já que ainda não foi notificada oficialmente.

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