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?Júri dos Canibais de Garanhuns é adiado para dezembro

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 23/11/2018 às 10:55
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"Canibais de Garanhuns" já foram condenados em outra ação
Foto: arquivo/JC Imagem

O júri dos "Canibais de Garanhuns", que estava marcado para esta sexta-feira (23) na 1ª Vara do Tribunal do Juri, no Recife, foi adiado para 14 de dezembro, às 9h, no mesmo local. O trio é acusado das mortes de Alexandra da Silva Falcão, 20 anos, e Gisele Helena da Silva, 31 anos, no município de Garanhuns, no Agreste pernambucano.

A defesa de Jorge Beltrão Negromonte da Silveira apresentou um atestado médico. Já os advogados de Isabel Cristina Pires da Silveira e Bruna Cristina Oliveira da Silva não aceitaram que as clientes fossem julgadas separadamente de Jorge.

Os advogados solicitaram adiamento do júri ao juiz Ernesto Bezerra Cavalcante. O juiz indeferiu o pedido, e em represália os advogados de defesa se retiraram do local. De acordo com o Tribunal de Justiça, o juiz irá notificar a OAB sobre a atitude dos advogados.

Duplo homicídio qualificado

Os três réus serão julgados por duplo homicídio triplamente qualificado (cometidos mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; e à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima); e também pelos crimes de ocultação e vilipêndio de cadáver; e de furto qualificado.

Jorge e Bruna respondem ainda por estelionato (obtenção de vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício ou qualquer outro meio fraudulento). A ré Bruna Cristina Oliveira da Silva será julgada também pelo crime de falsa identidade. A sessão do Júri será presidida pelo juiz Ernesto Bezerra Cavalcanti.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Pernambuco, as duas vítimas foram atraídas para a residência dos acusados, em datas diferentes, sob falsos pretextos. Elas foram mortas por arma branca e esquartejadas. Parte dos restos mortais delas foram consumidos pelos réus.

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