Investigação

Caso Beatriz: polícia recebe informações que levem a suspeito de apagar imagens

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 14/12/2018 às 10:06
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Beatriz Mota, de sete anos, foi assassinada há três anos dentro de colégio
Foto: arquivo pessoal

A Polícia Civil disponibilizou um número de telefone para receber denúncias que levem ao paradeiro do suspeito de atrapalhar as investigações do caso Beatriz Mota, criança de 7 anos que foi assassinada dentro de um colégio de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, há três anos. Allinson Henrique de Carvalho Cunha teria apagado as imagens das câmeras de segurança da instituição de ensino, que mostravam o suposto autor do homicídio.

Allinson Henrique de Carvalho Cunha é procurado pela polícia
Foto: divulgação/Polícia Civil

Quem tiver qualquer informação que possa levar ao suspeito, pode entrar em contato através do número (81) 9.8650.1229, que também é WhatsApp. O anonimato é garantido. No início da semana, a Justiça expediu o mandado de prisão preventiva de Allinson, mas ele ainda não foi localizado.

Na tarde dessa quinta-feira (13), o advogado de Allinson, Wank Medrado, disse que o suspeito não vai se entregar. A defesa irá entrar com um recurso no Tribunal de Justiça de Pernambuco pedindo a revogação da prisão.

Um vídeo de câmeras de segurança do colégio mostra o ex-prestador de serviços entrando na sala de monitoramento onde o HD estava, no dia 4 de janeiro de 2016. Quando a polícia teve acesso ao equipamento, descobriu que as imagens não estavam mais lá.

O caso

Beatriz Mota, então com 7 anos, foi assassinada com 42 facadas no dia 10 de dezembro de 2015, dentro de uma sala desativada no colégio particular em que estudava. A festa de formatura da irmã mais velha da criança era realizada na instituição de ensino e havia várias pessoas no colégio. Em um dado momento, a menina afastou-se dos pais para beber água e não voltou mais. O corpo foi encontrado cerca de 30 minutos depois.

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