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Polícia Civil: alunos da UPE Caruaru desenvolvem aplicativo para armazenar dados

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 19/12/2018 às 12:02
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Delegado Francisco Souto Maior é um dos estudantes que desenvolveu o aplicativo
Foto: divulgação

Três alunos do curso de Sistemas de Informação do campus do Agreste da Universidade de Pernambuco (UPE), em Caruaru, criaram uma ferramenta tecnológica para auxiliar as investigações de homicídios. O aplicativo, desenvolvido em parceria com a Polícia Civil, tem a capacidade de coletar, armazenar e tratar um grande volume de dados. A ferramenta foi batizada de L.A.U.R.A (Logical Automatic Upgrade Recognition Application).

Aplicativo foi desenvolvido por estudantes do curso de Sistemas de Informação da UPE
Foto: divulgação

Atualmente, as equipes especializadas de investigação de homicídios precisam preencher os Autos de Recognição Visuográfica de forma manual. Desta forma, não há um armazenamento das informações no âmbito policial, sendo o documento encaminhado à Justiça juntamente com o inquérito policial.

De acordo com um dos alunos, que também é delegado da Polícia Civil, é necessário recorrer à memória dos policiais mais experientes para rememorar determinado dado constante da cena do crime. "Como solução, nós desenvolvemos esse aplicativo, que coleta todos os dados obtidos nas cenas de crime de forma informatizada, contendo a sua minuciosa descrição, além de analisar e tratar essas informações, estabelecendo padrões quanto ao modo de execução do homicídio", disse Francisco Souto Maior, que desenvolveu o app junto com Eduardo Marinho e Mateus Ferreira.

Projeto piloto

A ferramenta está sendo implementada como projeto piloto na Delegacia Seccional de Caruaru. O aplicativo vai auxiliar o trabalho policial nas atividades investigativas, integrando, cruzando e relacionando imagens de pessoas, veículos e locais com as informações dos bancos de dados de diferentes instituições, com o fim de promover ações estritamente coordenadas. "Os avanços tecnológicos não podem ser descartados quando se trata de garantir a segurança dos cidadãos", afirmou o delegado.

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