Crime ambiental

Cadela é queimada e precisa ser sacrificada em Caruaru

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 30/01/2019 às 11:21
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Batizada de Pretinha, cadela foi queimada por pessoas não identificadas
Foto: cortesia

Uma cadela precisou ser sacrificada após ter sido queimada na área central de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. De acordo com Juliana Rodrigues, que trabalha em uma escola técnica, a cachorrinha foi encontrada já ferida em um local utilizado pelos funcionários para estacionar motocicletas.

Primeiro, os funcionários pensaram que ela estava suja, mas só depois perceberam que alguém havia jogado óleo e ateado fogo no animal. A equipe fez uma "vaquinha" e conseguiu arrecadar dinheiro para levar Pretinha, como foi batizada, em uma clínica veterinária.

Após o atendimento, a médica veterinária identificou que o cão estava ainda com leishmaniose. Por causa disto, a decisão foi de sacrificá-lo. Ainda não se sabe quem teria praticado o crime.

Crime ambiental

De acordo com o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9605/98), praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos e domesticados, nativos ou exóticos pode acarretar em detenção de três meses a um ano, além de multa.

As mesmas penas são aplicadas a quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. A pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorre a morte do animal.

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