AUTOEXÍLIO

Jean Wyllys está na Alemanha sem ter onde morar

Giliard
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Publicado em 18/02/2019 às 17:51
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"Estou em Berlim, não tenho moradia, conto com ajuda de amigos. Ainda não tenho um novo trabalho", disse o ex-deputado
Foto: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados

Em Berlim, o ex-deputado federal pelo Psol Jean Wyllys afirmou nesta segunda-feira (18) que não tem onde morar na cidade e que está vivendo com a ajuda de amigos. Ele falou em entrevista coletiva sobre sua situação desde a saída do Brasil, no fim de janeiro. Jean disse que está na capital da Alemanha para procurar uma bolsa de doutorado em uma universidade do país europeu.

No dia 24 de janeiro, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o então deputado eleito relatou estar recebendo ameaças de morte e, por isso, desistiria do terceiro mandato na Câmara e sairia do país. O teor das mensagens recebidas por ele iam de ofensas a e-mails contendo projetos de bomba e endereços de Wyllys e parentes dele.

Após o autoexílio, o ex-deputado apareceu pela primeira vez na última sexta-feira (15), onde ganhou um selinho do cineasta Wagner Moura após a sessão do filme Marighella, no Festival de Berlim.

Hoje, na coletiva, Wyllys fez duras críticas à política de segurança defendida pelo atual governo. Para ele, este seria um primeiro passo para legitimar a violência contra minorias e uma futura repressão a opositores.

"A única coisa proposta claramente ao país foi um programa de segurança pública oferecido por Sergio Moro que quer legalizar o que a polícia brasileira já faz todos os dias, que é matar pessoas. A polícia brasileira já é campeã de assassinatos de pobres e pretos no Brasil. E os policiais saem impunes desses crimes", reclamou.

França

Jean contou que teve uma oferta de asilo político por parte do governo da França, mas que não pretende aceitar. Há outras pessoas que precisam de asilo político. Para mim, permanecer aqui com um visto de estudante ou pesquisador é muito melhor, afirmou.

"Estou em Berlim, não tenho moradia, conto com ajuda de amigos. Ainda não tenho um novo trabalho. Provavelmente vou me inscrever em um programa de doutorado, para fazer doutorado. Existem conversas com instituições que podem me receber como pesquisador, como professor visitante. Existem conversas com diferentes instituições mas ainda não há nada acertado", relatou.

 

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