Imunização

Carnaval aumenta procura pela vacina contra febre amarela em Caruaru

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 19/02/2019 às 11:24
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Vacina contra a febre amarela é aplicada no Centro de Saúde Ana Rodrigues
Foto: reprodução/TV Jornal Interior

A aproximação do Carnaval aumenta a procura pela vacina contra a febre amarela em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Secretaria de Saúde, a orientação da vacina é para quem vai visitar alguma área de recomendação da vacina durante o período. Para garantir a proteção, a dose deve ser aplicada com, pelo menos, 10 dias de antecedência à viagem, tempo necessário para o organismo produzir os anticorpos contra a doença.

A vacina contra a febre amarela é aplicada no Centro de Saúde Ana Rodrigues, no bairro São Francisco, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. Não é preciso fazer agendamento; basta levar o cartão de vacina e/ou um documento de identificação com foto, comprovante de residência e comprovante de passagem. Todos os municípios das regiões Sudeste, Sul, Norte, Centro-oeste, o estado do Maranhão, alguns municípios da Bahia, de Alagoas e do Piauí têm recomendação da vacina.

Os casos de febre amarela registrados no Brasil permanecem no ciclo silvestre da doença; a febre amarela é transmitida apenas pelos mosquitos encontrados no ambiente silvestre, dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942. Portanto, os cuidados devem ser redobrados para os viajantes que se deslocarem para zonas rurais ou áreas de mata.

A vacina é contraindicada para pessoas com alergia grave ao ovo; portadores de doença autoimune; pacientes em tratamento com quimioterapia/radioterapia; crianças menores de seis meses de idade e pessoas que vivem com HIV/Aids (com contagem de células CD4 menor que 350 células/mm3). Para essas pessoas, a prevenção pode ser feita com uso de repelentes e roupas de manga comprida, além de evitar locais com evidência de circulação do vírus.

Outros grupos devem ser vacinados somente se estiverem em áreas de risco, e antes devem ser avaliados por um serviço de saúde para definir se há necessidade de vacinação. É o caso das gestantes, mulheres que estão amamentando, idosos, pessoas que vivem com HIV; pacientes que já terminaram o tratamento com quimioterapia/radioterapia e pessoas que fizeram transplante.

Quem já tomou a vacina ao longo da vida não precisa repetir a dose. O Brasil adota o esquema de dose única, recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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