Operação Pescaria

Agrestina: contratos firmados com empresa investigada somam mais de R$ 1,8 milhão

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 21/02/2019 às 9:38
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Processos licitatórios envolveriam a contratação de uma suposta empresa de fachada para a construção de unidades básicas de saúde
Foto: divulgação/Polícia Federal

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou que os contratos firmados durante o exercício de 2018 entre a Prefeitura de Agrestina, no Agreste de Pernambuco, e a empresa investigada pela operação Pescaria, deflagrada nesta quinta-feira (21) em conjunto com a Polícia Federal, somaram mais de R$ 1,8 milhão. O valor do prejuízo aos cofres públicos será calculado no decorrer da apuração.

De acordo com a Polícia Federal, estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão nas cidades de Agrestina, Garanhuns e Brejão, todas no Agreste. Os alvos são suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em fraudes de licitações em Agrestina. Os processos licitatórios envolveriam a contratação de uma suposta empresa de fachada para a construção de unidades básicas de saúde, custeadas com recursos do Fundo Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde.

Segundo a PF, a empresa seria pertencente a um dos integrantes do esquema e não teria capacidade técnico-operacional. Em consequência, a execução das obras seria realizada por um terceiro desqualificado, também integrante do esquema criminoso. A suposta quadrilha também é investigada pela prática de atos de ocultação e dissimulação dos recursos envolvidos nas fraudes.

Crimes investigados

A investigação começou em novembro de 2018 e os crimes sob apuração são os de fraude à licitação, associação criminosa, falsidade ideológica, peculato e lavagem de dinheiro. As penas para estes crimes podem chegar a 46 anos de reclusão, além do pagamento de multas. A operação conta com a participação de 48 policiais federais, além de três auditores da CGU.

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