Criança

Corpo de Beatriz Mota é sepultado novamente, em Petrolina

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 08/04/2019 às 9:35
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Beatriz Angélica Mota, então com sete anos, foi morta no colégio em que estudava
Foto: arquivo pessoal

O corpo de Beatriz Angélica Mota, criança de sete anos que foi assassinada há três anos em um dos colégios particulares mais tradicionais de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, foi sepultado novamente nesse fim de semana.

Os restos mortais da menina foram exumados no último sábado, de um cemitério familiar em Juazeiro, na Bahia, para um cemitério em Petrolina, onde a família dela vive.

De acordo com o pai dela, Sandro Romilton, a transferência aconteceu para que a família e os amigos ficassem mais próximos da garota. "Beatriz ficava em um cemitério da família, mas eu e Lúcia nunca tivemos condições de ir até lá. A cova de Beatriz não tinha identificação, uma cova rasa... A gente não podia levar nem uma vela", explicou. Agora, a família poderá lembrar suas memórias de forma mais próxima.

Participaram no novo sepultamento familiares, amigos e membros do grupo Somos Todos Beatriz. Eles deixaram objetos pessoais da menina no jazigo. Beatriz foi sepultada na sombra da árvore da vida, planta da espécie Angélica, em um cemitério de Petrolina.

Relembre o caso

Beatriz Mota, então com 7 anos, foi assassinada com 42 facadas no dia 10 de dezembro de 2015, dentro de uma sala desativada no colégio particular em que estudava. A festa de formatura da irmã mais velha da criança era realizada na instituição de ensino e havia várias pessoas no colégio. Em um dado momento, a menina afastou-se dos pais para beber água e não voltou mais. O corpo foi encontrado cerca de 30 minutos depois.

Apesar de fazer três anos que o crime aconteceu, ninguém foi responsabilizado pelo assassinato da criança. Um ex-prestador de serviços do colégio, Allinson Henrique de Carvalho Cunha, teve a prisão preventiva decretada em dezembro do ano passado. Ele é suspeito de apagar as imagens das câmeras de segurança da instituição de ensino, que mostravam o suposto autor do homicídio. Allinson ainda não foi localizado.

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