CRÍTICA

Tiririca se enganou ao dizer que ‘pior que tá, não fica’, diz Boulos sobre MEC

Giliard
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Publicado em 11/04/2019 às 15:19
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Foto: Guga Matos/JC Imagem

Em passagem pelo Recife nesta quinta-feira (11), o candidato derrotado à Presidência da República Guilherme Boulos (PSOL) criticou, em entrevista no Programa Passando a Limpo, na Rádio Jornal, a escolha do novo ministro da Educação. O (deputado federal) Tiririca se enganou ao dizer que pior que tá não fica', afirmou.

Para o psolista, o quadro piorou com a demissão do professor colombiano Ricardo Vélez. Segundo Boulos, o economista Abraham Weitraub, que é professor da Unifesp, é despreparado e preconceituoso.

Nós tivemos, com o Vélez, o pior ministro da Educação da história deste País, que não apresentava nenhuma proposta, só falava de ideologia. Agora, o Bolsonaro coloca uma pessoa que não é da área e não tem nenhuma experiência na principal pasta do governo. Despreparado e preconceituoso, disparou Boulos.

Weitraub

Foto: Rafael Carvalho/Divulgação Casa Civil

Weintraub foi um dos principais colaboradores da campanha de Bolsonaro, participando de discussões sobre a autonomia do Banco Central. A ponte entre ele e o presidente foi feita pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Na equipe de transição entre os governos de Michel Temer (MDB) e de Bolsonaro, ele foi coordenador na área de Previdência, tema de estudo do irmão dele, Arthur Weintraub.

O novo ministro da Educação é economista pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Abraham trabalhou durante 18 anos no Banco Votorantim, onde foi diretor, passando em seguida para a Quest Corretora. Em seguida, deixou a iniciativa privada e passou a ser professor universitário, atuando na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde entrou em conflito com alunos diversas vezes por questões ideológicas.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo no ano passado, Weintraub disse querer lutar contra o establishment e o que considera uma tentativa de transformar o Brasil numa grande Venezuela. Durante o século XX, mais da metade das pessoas do mundo viveram sob alguma forma de terror. Hoje, a América do Sul, e o Brasil em particular, faz parte do espaço vital de uma estratégia clara para a tomada de poder por grupos totalitários socialistas e comunistas, afirmou na entrevista. Eu não acreditava nisso. Achava que era teoria da conspiração. Todavia, está tudo documentado! O Foro de São Paulo é uma realidade! As Farc eram convidadas de honra. O crack foi introduzido no Brasil de caso pensado. Vejam os arquivos, está na internet!.

Bolsonaro já havia indicado que poderia demitir Vélez desde o último dia 5, quando admitiu que está bastante claro que não está dando certo o ministro. O colombiano enfrentava uma crise havia mais de um mês marcada por disputas internas, mais de 15 exonerações, medidas polêmicas e recuos.

O colombiano foi indicado pelo escritor Olavo de Carvalho, que, após atrito com Vélez, o chamou de traiçoeiro. Weintraub foi aluno de Olavo, que o elogiou.

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