RIO DE JANEIRO

Morre catador baleado em caso dos 80 tiros disparados pelo Exército

Giliard
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Publicado em 18/04/2019 às 9:35
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O catador Luciano Macedo estava internado em estado grave desde o ocorrido
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Mais um homem morreu em decorrência dos 80 tiros disparados pelo Exército contra um carro no Rio de Janeiro. A segunda vítima foi o catador de recicláveis Luciano Macedo, que há 11 dias estava internado após ser baleado enquanto prestava socorro à família do motorista do veículo, o músico Evaldo Santos Rosa, de 51 anos, que veio a óbito no local.

A informação da morte de Luciano foi confirmada por familiares, que receberam a notícia às 6h desta quinta-feira (18), segundo informações do G1. O catador estava internado no Hospital Estadual Carlos Chagas, no bairro de Marechal Hermes, mesma região de Guadalupe, onde ocorreu a ação do Exército.

Na quarta (17), a Justiça havia ordenado que Luciano fosse transferido para outro hospital, mas a Secretaria Estadual de Saúde informou que a transferência não seria possível devido ao estado gravíssimo de saúde de Luciano.

Comando Militar não assume autoria do tiro

Em uma nota divulgada à imprensa, no dia da ocorrência, o Comando Militar do Leste disse apenas que um pedestre tinha sido atingido em um tiroteio, mas não assumiu a autoria dos tiros que atingiram o catador, apesar de ter assumido a responsabilidade pelos disparos que mataram Evaldo e feriram Sérgio

Militares presos

O Exército determinou, no dia 8 de abril, no Rio de Janeiro, a prisão de dez dos 12 militares que estavam na guarnição envolvida nos disparos contra o carro na zona oeste do Rio, que terminou com dois mortos e dois feridos.

Segundo o CML, eles foram presos em flagrante por descumprimento das regras de engajamento. Foram constatadas inconsistências entre os fatos inicialmente reportados pelos militares envolvidos e as informações que chegaram posteriormente ao Exército.

De acordo com o Ministério Público Militar, "a perícia do local foi feita na segunda-feira (8) pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Os militares envolvidos foram afastados e encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária Militar para tomada de depoimentos". Também foi ouvida uma testemunha civil.

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