Tráfico de drogas

Três últimos alvos da operação Raposa são presos pela Polícia Federal

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 23/05/2019 às 10:12
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Operação foi deflagrada na última terça-feira (21) em Caruaru e São Caetano
Foto: divulgação/Polícia Federal

As últimas três prisões preventivas de alvos da operação Raposa, deflagrada pela Polícia Federal em Caruaru e São Caetano, no Agreste de Pernambuco, foram cumpridas nessa quarta-feira (22). A operação foi deflagrada na terça (21), mas as três últimas pessoas não foram localizadas na ocasião. No total, foram presos sete mulheres e seis homens. Quatro dos alvos já estavam em unidades prisionais da região, pois já tinham sido presos durante as investigações.

O objetivo da operação foi desarticular uma quadrilha voltada para o tráfico de drogas em Caruaru e São Caetano. As investigações comeraçam em julho de 2018. A ação foi realizada pela Delegacia de Polícia Federal em Caruaru com o apoio dos batalhões da Polícia Militar em Belo Jardim e Caruaru. Os mandados de prisão foram cumpridos ainda em Bezerros e Limoeiro. A operação contou com a participação de 75 policiais federais e 18 militares.

Operação apreendeu 300 gramas de crack em uma máquina de lavar roupas
Foto: divulgação/Polícia Federal

Durante a operação, foram apreendidas 300 gramas de crack dentro de uma máquina de lavar roupas na casa de mãe e filha em São Caetano. Além do mandado que foi cumprido, ambas foram autuadas em flagrante por tráfico de drogas e associação criminosa. Caso sejam condenadas, as penas poderão ultrapassar os 25 anos de reclusão.

O esquema descoberto pela Polícia Federal apontou que mesmo de dentro do presídio, os traficantes presos faziam a negociação das drogas com fornecedores dos entorpecentes. Do lado de fora, as esposas deles faziam o papel de recepcionar a droga, efetuando o pagamento e recebendo o dinheiro após repassá-la para traficantes de Caruaru e São Caetano, para abastecer os pontos de venda nestas cidades. São Caetano, que também é conhecida como São Caetano da Raposa era a base do recebimento da droga; daí veio o nome da operação.

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