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Ibimirim: 24 resultados deram positivo para doença de Chagas, diz SES

Grupo que participou de evento religioso na Semana Santa passou por coleta de sangue para análise

Barbeiro não foi encontrado na área em que evento religioso aconteceu
Barbeiro não foi encontrado na área em que evento religioso aconteceu (Fiocruz/Divulgação)

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) continua a investigação sobre o surto de doença de Chagas aguda ocorrido após um evento religioso no mês de abril, durante a Semana Santa, no município de Ibimirim, no Sertão de Pernambuco. A notificação ao Estado aconteceu no dia 20 de maio.

Até a última sexta-feira (7), dos 77 participantes do evento, 70 já tinham feito coleta de sangue para análise, realizada pelo Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE), no Recife, e pelo Laboratório da VI Gerência Regional de Saúde (Geres), com sede em Arcoverde.

Segundo o levantamento da secretaria, 24 resultados deram positivo para Chagas. Do total de participantes, 28 estão sendo tratados para a doença de Chagas (os 24 com confirmação laboratorial e quatro por apresentarem sintomas) com o medicamento Benzonidazol, produzido exclusivamente pelo Lafepe. Destes pacientes, 15 foram internados no Hospital Oswaldo Cruz (Huoc), com oito altas. Outros sete continuam internados, estáveis, recebendo a assistência da equipe multiprofissional do serviço.

A Secretaria de Saúde informou ainda que, juntamente com a VI Geres e com o município de Ibimirim, vem realizando busca ativa dos participantes do evento e organizando o fluxo de atendimento dessas pessoas. Todos os envolvidos no episódio estão inseridos na investigação.

Equipes visitaram região afetada

As equipes da saúde fizeram visita ao local do ocorrido e às casas do entorno (raio de 150 metros), mas não encontraram o barbeiro, nem vestígios do inseto. Foram feitas ainda visitas aos locais que forneceram alimentação para o evento. "A SES reitera que o trabalho de investigação, além de prestar a assistência necessária aos envolvidos no evento, tem o objetivo de descobrir a provável forma de transmissão da doença, que ainda está sendo investigada".