Operação Pescaria

MPF denuncia oito pessoas por fraude e desvio de recursos da saúde em Agrestina

Caso a denuncia seja acatada, os envolvidos podem receber penas de até 12 anos

Antonio Virginio Neto
Antonio Virginio Neto
Publicado em 18/06/2019 às 16:49
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Reprodução/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/TV Jornal Interior
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Oito participantes de um esquema criminoso na cidade de Agrestina, no Agreste de Pernambuco, foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) de Caruaru à Justiça Federal. Os suspeitos teriam cometido desvio de recursos através da contratação de empresas de fachada para a realização de obras de unidades de saúde no município com verbas federais. A ação foi descoberta pela Polícia Federal (PF) através da Operação Pescaria. 

Fazem parte da denúncia, o ex-secretário de Sáude de Agrestina Manassés Soares Leite, a sobrinha dele e ex-tesoureira da secretaria, Kataline Leite Caetano, e também o engenheiro Sandro Wlaudemyr de Oliveira, que atuava como fiscal dos contratos da prefeitura, o ex-secretário de Obras Marciano Lopes dos Santos Neto, o responsável pela empresa de fachada irregularmente contratada, Adeilson Rodrigues de Morais Júnior, o empreiteiro informal Cícero Severino da Silva, o prestador de serviço Francisco de Assis Barros e também o ex-presidente da Comissão de Licitação de Agrestina José Edvaldo Duarte. Caso a justiça atenda os requerimentos, os envolvidos podem ser condenados a penas que variam entre um e 12 anos de prisão, alem de multas.

Entre os crimes denunciados pelo MPF estão falsidade ideológica, contratação de empresa de fachada, fraude em licitações, pagamentos indevidos e superfaturados, constituição de organização criminosa e recebimento irregular de benefícios por servidores públicos.

As fraudes teriam acontecido entre maio de 2018 e março de 2019 e teriam ocorrido através de desvios do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o MPF, mais de R$ 300 mil foram desviados durante a ação. Segundo o MPF, a empresa Gomes Construções, vencedora de três licitações simuladas e recebedora de pagamentos regulares, não possuia estrutura física para realizar as obras e não possuia funcionários registrados.

Operação Pescaria

Deflagrada pela Polícia Federal (PF) em fevereiro de 2019, a Operação Pescaria investigou o pagamento indevido de valores na Secretaria de Saúde na cidade de Agrestina. De acordo com a PF, caso a Operação não tivesse sido realizada os prejuízos poderiam chegar à R$ 1 milhão.

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