Certame

Candidatos teriam comprado gabarito de concurso da Guarda Civil de Petrolina por R$ 10 mil

Os candidatos teriam que enviar fotos da prova para o professor, que responderia e enviaria respostas por mensagem

Marília Pessoa
Marília Pessoa
Publicado em 02/07/2019 às 7:12
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Divulgação/Prefeitura de Petrolina
FOTO: Divulgação/Prefeitura de Petrolina
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Candidatos presos em flagrante durante concurso público da Guarda Civil Municipal de Petrolina, no sertão pernambucano, realizado no último domingo (30) teriam comprado o gabarito da prova por R$ 10 mil. Durante uma coletiva de imprensa realizada nessa segunda-feira (1º), a Polícia Civil e a Secretaria Executiva de Segurança Pública da Prefeitura de Petrolina fizeram esclarecimentos sobre as investigações da tentativa de fraude no concurso público.

Participaram da coletiva a delegada seccional de Petrolina, Isabella Pessoa, o delegado responsável pela operação, Gregório Ribeiro, e o secretário executivo de Segurança Pública, José Silvestre. O delegado Gregório Ribeiro informou detalhes sobre a operação. De acordo com ele, os três candidatos presos teriam comprado o gabarito da prova por R$ 10 mil ao professor Dionísio Felipe dos Santos Júnior. Eles teriam que enviar fotos da prova para o professor, que responderia e enviaria as respostas por mensagem de texto. Cinco pessoas foram presas em flagrante, como resultado da operação ‘Test Failed’, que começou em abril.

O professor foi preso em casa, após o envio das respostas. O policial militar Jaílton Feitosa de Souza também foi preso, suspeito de ajudar o professor. Ele quebrou o próprio celular para eliminar possíveis provas. Outras cinco pessoas também foram levadas à delegacia por esconderem celulares durante a prova.

Prova não será anulada

O secretário executivo de Segurança Pública José Silvestre disse que a tentativa de fraude não prejudicou o concurso: “As pessoas que receberam as mensagens não chegaram a preencher os cartões de respostas e já foram eliminadas do certame. A organização do concurso entende que não há necessidade de cancelar a prova, visto que não houve vazamento da avaliação e, até agora, não há indícios de que a tentativa de fraude tenha corrompido o exame”.

A Polícia Civil continua investigando o caso.

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