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Produtores rurais reclamam de reajuste de 400% no valor da água

Encontro aconteceu na sede da 6ª Superintendência da Codevasf em Juazeiro

Agricultores acreditam que valor cobrado pela água é abusivo
Agricultores acreditam que valor cobrado pela água é abusivo (Divulgação/Distrito Nilo Coelho)

Representantes de 3.772 produtores rurais de sete perímetros públicos irrigados de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) se reuniram para reclamar do reajuste médio de 400% no valor da outorga da água cobrada pela Agência Nacional de Águas (ANA). O encontro aconteceu na sede da 6ª Superintendência da Codevasf em Juazeiro.

Participaram gerentes executivos e advogados dos perímetros Tourão, Maniçoba, Mandacaru e Curaçao 1 e 2, na Bahia, e Nilo Coelho e Bebedouro, em Pernambuco. Eles analisaram a nova metodologia de cobrança e concluíram que o aumento é abusivo e pode comprometer a produção agrícola da região.

Os 279 produtores do projeto Tourão, por exemplo, pagaram R$ 290 mil no ano passado. Com o aumento da ANA, o valor subiu para mais de R$ 2 milhões, com vencimento para dia 31 de julho.

Críticas

O gerente executivo do projeto Nilo Coelho, Paulo Sales, não poupou críticas ao reajuste. "O que mais impacta aí é o custo. Apesar do modelo ter sido pensado para que se busque alternativas de uso mais racional dos recursos hídricos, a nossa inquietação nesse tema é a forma como a coisa foi feita e o aumento, que se entende como abusivo", disse, à Rádio Jornal Petrolina.

Para o superintendente da Codevasf, Elmo Nascimento, a situação é preocupante e exige um envolvimento maior da entidade na esfera regional e nacional. A discussão deverá ser levada para a Codevasf em Brasília para ser solucionada, já que o caso envolve o segmento que mais gera emprego e renda no Vale do São Francisco.