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Polícia Civil diz que tem estrutura necessária para elucidar caso Beatriz Mota

Família faz protesto na manhã desta sexta-feira (19) em Petrolina

A menina Beatriz Angélica Mota foi assassinada com 42 facadas em dezembro de 2015
A menina Beatriz Angélica Mota foi assassinada com 42 facadas em dezembro de 2015 (Reprodução/ Facebook)

A Polícia Civil de Pernambuco emitiu uma nota nesta sexta-feira (19) afirmando que tem a estrutura necessária para desvendar o caso do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, em 10 de dezembro de 2015.

Mesmo mais de três anos após o crime, ninguém foi preso. De acordo com a Polícia Civil, o inquérito conta com 19 volumes e mais de 4 mil páginas com diligências sobre o caso que "desafia pela complexidade".

Nessa quinta-feira (18), um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa de Alisson Henrique Carvalho, ex-prestador de serviços do colégio onde a criança foi assassinada. Ele é suspeito de ter apagado as imagens de câmeras de segurança da escola.

Na nota divulgada, a polícia diz ainda que Pernambuco tem uma das melhores taxas de resolução de homicídios do Brasil, 6,7 vezes maior que a média nacional.

A Polícia Civil afirmou que a delegada Polyana Neri foi designada para tratar exclusivamente do caso, com equipe de policiais e estrutura necessária, além de contar com o apoio do Ministério Público e da Diretoria de Inteligência da PCPE.

Também foi apontado como um dos avanços do caso a divulgação da imagem do suspeito, resultado do trabalho de peritos do Instituto de Criminalística para possibilitar a visualização das características do homem.

A polícia disse ainda que tem a "plena confiança" que o caso será elucidado, "trazendo justiça e paz para os familiares e amigos de Beatriz". Detalhes da investigação não podem ser repassados porque o trabalho corre sob segredo de justiça.

Beatriz foi assassinada com 42 facadas em Petrolina, no Sertão do estado
Beatriz foi assassinada com 42 facadas em Petrolina, no Sertão do estado
Arquivo pessoal

Protesto

Familiares da criança e amigos deles fazem um protesto nesta manhã em frente à delegacia de Polícia Civil que fica na sede do 5º Batalhão da Polícia Militar, em Petrolina.

Ainda nessa quinta-feira (18), a mãe da criança, Lucinha Mota, recebeu a informação de que Alisson - contra quem há um mandado de prisão preventiva expedido - estaria em casa e fez greve de fome para que a informação fosse averiguada.

Alisson está foragido desde dezembro do ano passado, quando foi decretada a prisão preventiva. Ele foi indiciado durante as investigações por falso testemunho e fraude processual.

"Nós não vamos parar, nós vamos continuar buscando Alisson onde ele estiver. Eu conto mais ainda com a ajuda das pessoas, que denuncie, e pode ter certeza que eu vou manter o anonimato", disse.

Relembre o caso

Beatriz Mota, então com 7 anos, foi assassinada com 42 facadas no dia 10 de dezembro de 2015, dentro de uma sala desativada no colégio particular em que estudava. A festa de formatura da irmã mais velha da criança era realizada na instituição de ensino e havia várias pessoas no colégio. Em um dado momento, a menina afastou-se dos pais para beber água e não voltou mais. O corpo foi encontrado cerca de 30 minutos depois.