Luto

Moradores comovidos no sepultamento de criança em Arcoverde

Pais foram presos suspeitos de assassinar o menino de quatro anos

Luiz Carlos Fernandes
Luiz Carlos Fernandes
Publicado em 06/08/2019 às 9:00
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Luiz Carlos Fernandes/TV Jornal Interior
FOTO: Luiz Carlos Fernandes/TV Jornal Interior
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Em cada rua de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, em direção ao cemitério São Cristóvão, grupos de pessoas esperavam na tarde dessa segunda-feira (5) o cortejo com o corpo do menino de quatro anos que pode ter sido morto pelos pais. O corpo da criança foi encontrado no último sábado (3) em um matagal próximo ao local em que morava. Os pais do menino foram presos e levados para unidades prisionais da região, suspeitos de cometer o crime.

Dezenas de veículos lotados seguiram para o sepultamento. Muitas pessoas vestiam camisetas com a imagem do menino. A população estava abalada, pois não conseguia entender como o crime pode ter sido praticado por quem mais deveria protegê-lo.

"Por que fazer uma atrocidade deste tamanho? É fora do comum. E graças a Deus que a Justiça foi feita", disse a funcionária pública Rona Souza. Duas irmãs da mãe do menino compareceram ao velório e informaram que os outros três irmãos da vítima - duas meninas e um menino - estão em uma casa de apoio, enquanto a Justiça define com quem vai ficar a guarda.

Enquanto uma delas conversava com a reportagem da TV Jornal Interior, algumas pessoas começaram a cercá-la, mas ela garantiu que não sabia o que estava acontecendo com o sobrinho. "Eu nem sabia, que eu moro do outro lado. Quando eu vim saber, já foi de noite. O menino já estava sumido. No outro dia eu cheguei aqui para perguntar sobre o menino e ela disse que o menino estava sumido. Só que o menino já estava morto", contou.

Segundo o depoimento do pai do menino na delegacia da cidade, um homem de 35 anos, a criança foi agredida com socos até ficar desacordado dentro da casa. Em seguida, teria levado o filho até uma área de mata e o esganado até a morte. A esposa dele, de 34 anos, mesmo sabendo de tudo, teria mobilizados os vizinhos a procurarem o filho.

"Até esse momento, nós estávamos tendo a criança como desaparecida. Não tinha suspeita. Depois a gente começou a suspeitar. O cara não saía de casa de jeito nenhum, o pai não saía de casa de jeito nenhum. Não saía do quarto", contou um morador que preferiu não se identificar.

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