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Vale do São Francisco exporta 9 milhões de caixas de manga para EUA

Dado foi divulgado durante o 11º Workshop Internacional da National Mango Board

11º Workshop Internacional da National Mango Board (NMB) foi realizado em Petrolina
11º Workshop Internacional da National Mango Board (NMB) foi realizado em Petrolina (Divulgação)

Os Estados Unidos é o segundo maior mercado consumidor da manga produzida no Vale do São Francisco. O país comprou da região nove milhões de caixas no ano passado. Essas dados foram divulgados durante o 11º Workshop Internacional da National Mango Board (NMB), que foi realizado nesta quarta-feira (7) em Petrolina, no sertão pernambucano.

O evento, que reunia produtores, técnicos e pesquisadores para discutir a melhoria da produção e qualidade da manga, é uma iniciativa da NMB, entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) com apoio da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport).

A partir dessa parceria, os produtores da região saíram das 500 mil caixas de manga enviadas aos EUA para chegar a 9 milhões ao ano, em 20 anos, segundo informações do diretor de marketing da instituição brasileira, Caio Coelho.

Entre 2005 e 2018, o consumo dos norte-americanos aumentou 87% e hoje já importam 115 milhões de caixas da fruta. “Os números de exportação são grandes. Como um exportador que acompanha esse mercado, acho que chegamos a um volume que requer mais administrar do que expandir”, disse o diretor.

No encontro, os participantes puderam interagir em palestras de pesquisadores da Embrapa e Univasf, como: ‘Efeitos nutricionais e fisiológicos dos bioestimulantes em manga’, ‘Insumos biológicos para o manejo de pragas e doenças da mangueira’ e ‘Panorama atual das pragas da mangueira no Vale do São Francisco’. À tarde, exportadores e diretores de fazendas participaram de uma reunião de trabalho e discussão com os representantes da National Mango Board.

O Workshop Internacional da Manga também é realizado em outros países e é desenvolvido seguindo as especificidades de cada lugar. Segundo o diretor de Pesquisa do NMB, Leonardo Ortega, o objetivo é promover o marketing da fruta nos EUA, de modo a aumentar o consumo dela e, para isso, busca ajudar exportadores dos países produtores a atenderem as normas de qualidade do fruto.