Imunização

Crianças de 6 meses a menores de um ano devem ser imunizadas contra o sarampo

Vacina pode ser tomada em qualquer unidade básica de saúde do município

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 19/08/2019 às 15:11
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Reprodução/TV Jornal Interior
FOTO: Reprodução/TV Jornal Interior
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Crianças de seis meses a menores de um ano estão dentro do novo público de imunização contra o sarampo. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a dose da vacina tríplice viral está disponível a partir desta segunda-feira (19) em todas as unidades básicas de saúde do município.

Segundo a pasta, a dose administrada da vacina nesta faixa etária não é considerada válida para fins do calendário básico de imunização da criança. Ou seja, é necessária a aplicação das duas doses com um ano (1ª dose) e com um ano e três meses (2ª dose). Quem já tomou as duas doses da vacina pelo menos uma vez na vida está imune e não precisa tomá-la novamente.

O alvo prioritário do reforço da vacina devem ser as crianças menores de cinco anos, principalmente as de um ano e de um ano e três meses. Para adultos com até 29 anos, é necessário apresentar duas doses da vacina tríplice viral. Já em adultos com até 49 anos, é preciso apresentar pelo menos uma dose da vacina tríplice viral.

De acordo com a Secretaria de Saúde, foram administradas 700 doses de bloqueio, além de cinco mil doses de vacina nas unidades de saúde. As medidas estão sendo tomadas desde a primeira suspeita de casos de sarampo importados, de estudantes que participaram de uma excursão para Porto Seguro, entre o fim de junho e início de julho deste ano. Dois casos de sarampo no município foram confirmados através de exames laboratoriais feitos pela Fiocruz Rio de Janeiro.

"O município já tomou todas as medidas, todos os cuidados, bloqueios, vacinação em escola, creche, comunidade. Todas as ações que a gente tinha que fazer a gente fez, mas fica em estado de alerta", ressaltou a secretária executiva de vigilância e proteção básica, Lílian Leite. As vacinas podem ser aplicadas em qualquer unidade básica de saúde e é preciso levar um documento de identidade, cartão do SUS, cartão de vacina e comprovante de residência.

A engenheira Bruna Fernanda Mergulhão, 29 anos, trabalha na reforma de escolas e sempre está entre crianças. Este foi um dos motivos que a levou ao posto de saúde. "É uma doença bastante séria, a gente está vendo que está recorrente aqui no Brasil, vários casos estão aparecendo, aí eu vim fazer a prevenção", explicou. Dona de casa, Elzanira Evaristo da Silva tem crianças e acha importante fazer a imunização. "Eu vim para o médico, para o clínico, aí vi numa reportagem e achei melhor prevenir", afirmou.

Outras medidas

A secretaria disse ainda que houve intensificação na revisão dos cartões de vacina; imunização de rotina em todas as Unidades Básicas de Saúde (população em geral); busca ativa nos domicílios dos casos suspeitos e bloqueio vacinal de contatos; vacinação nas escolas e hospitais privados e públicos do território; educação em saúde para a população em todas Unidades Básicas de Saúde, entre outras.

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